Auxílio emergencial foi ou não prorrogado? Entenda a confusão

Desde ontem (08), vários jornais como o Globo e outras plataformas publicaram sobre o auxílio emergencial ser prorrogado por mais dois meses e que as falas seriam do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Entretanto, não houve confirmação alguma até o atual momento. Paulo Guedes apenas confirmou que “pode” e não que “vai”.

Em entrevista, o ministro disse que o atual benefício que varia de R$ 150 até a máxima de R$ 375 está custando na faixa de R$ 9 bilhões por mês. Então, teriam que analisar os cofres e verbas para ver a possibilidade de pagar mais dois meses que iriam custar na faixa de R$ 18 bilhões.

A dívida pública do Brasil já ocupa mais de 80% do PIB, valor que teve retrocesso de 4,1% no ano de 2020. E, para que fosse possível para o governo fornecer o auxílio emergencial, tiveram que assinar a PEC que é uma emenda que realiza o corte de 25% dos servidores públicos.

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De acordo com as pesquisas publicadas pela UFMG, Universidade Federal de Minas Gerais, o corte dos salários dos servidores pode causar impactos de até 2% no PIB. Isso porque os servidores são professores, policiais e outros, pessoas que costumam receber menos e gastar ou movimentar o dinheiro que recebem.

O ministro argumentou que a situação é delicada porque precisariam de mais de R$ 11 bilhões que viriam a ser oferecidos através do crédito extraordinário.

Protestos pelo auxílio emergencial de R$ 600

Enquanto o valor do auxílio emergencial ainda é considerado precário, grupos de esquerda pretendem se reunir no dia 19 de junho para protestar pela volta do auxílio emergencial de R$ 600.

As manifestações estão sendo organizadas pelo Partido dos Trabalhadores, PT, e também deve pedir pela vacinação em massa.

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Marcelo Queiroga, que é ministro da Saúde, argumenta que em junho iriam vacinar mais de um milhão de pessoas por dia. Portanto, esses números não são alcançados.

O ministro da Economia disse que é necessário prorrogar até que boa parte da população seja vacinada. No entanto, as vacinações acontecem de forma lenta.

Em suma, outros protestos já foram realizados no dia 29 de maio. Grupos de esquerda foram criticados pelo presidente Bolsonaro dias depois por estarem usando maconha. Alguns políticos que foram para as ruas foram expulsos pela polícia ou perseguidos pela oposição.

Cartazes da manifestação se espalharam por todo o Brasil e em escala nacional. O portal The Guardian disse que o presidente Bolsonaro estava dentro de um cerco.

A importância dos programas sociais para as eleições

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Os programas sociais possuem grande importância para as eleições de 2022. O presidente Bolsonaro é acusado pela esquerda de aumentar o valor do Bolsa Família apenas para recuperar as taxas de aceitação nas zonas periféricas. O valor do Bolsa Família deve ter aumentos de 50% até o mês de outubro.

Já o auxílio emergencial, pode ser prorrogado em até quatro meses. Apesar disso, ainda não há informações concretas sobre o tempo que deve ser fornecido.

Paulo Guedes argumentou que o prazo de prorrogação depende do que for definido pelo presidente Bolsonaro.

O presidente Bolsonaro criticava o auxílio emergencial e dizia que o povo deveria trabalhar e não viver de “aposentadoria”.

Contudo, após a liberação do petista Lula e a possibilidade do mesmo se candidatar em 2022, Bolsonaro mudou a cartilha e decidiu investir em programas sociais assim como o petista.

Além disso, como tentativa de fomentar a economia, também está acontecendo o adiantamento do FGTS e o décimo terceiro para os aposentados. O valor deve ser parcelado em duas parcelas, sendo a primeira recebida em junho e a segunda em julho.

Auxílio emergencial de R$ 500

Outro mito que estava circulando nas redes sociais: o auxílio emergencial de R$ 500. Ele não está sendo fornecido para a população e não passa de um projeto de lei.

O projeto ainda está sendo analisado pela Câmara e, devido a PEC Emergencial que corta os gastos e mais o andamento das vacinações, há poucas chances que o valor seja aumentado.

Só para adiar 2 meses com o valor atual com a média de R$ 250, o governo já gasta R$ 9 milhões por mês. Se o valor duplicar para R$ 500, os gastos serão ainda maiores.

Para que haja a prorrogação do auxílio entre R$ 150 até R$ 375, o governo pode fazer o uso do crédito extraordinário.

Quando começa a terceira parcela?

A terceira parcela do benefício começa a ser paga em junho, no dia 17 para os nascidos em janeiro. Nesta semana, os saques em caixa já foram liberados para a maioria dos beneficiários da segunda leva.

Vale ressaltar, entretanto, que o saque do auxílio emergencial não acontece no mesmo dia do depósito do valor.

Caso queira sacar antes do dia, pode usar o app do seu banco para criar um “boleto” e, quando o boleto ser pago, o dinheiro cai no seu banco. Os boletos de depósito são aceitos pelo Caixa TEM.

O saque depois do depósito é uma forma do governo para evitar que haja aglomeração nos bancos.

O Caixa TEM em 2021 permite que os usuários também façam transações em PIX. Ou seja, transferências instantâneas que permitem que o dinheiro caia na hora, independente do dia e do horário.

Segundo o Banco Central do Brasil, mais de um terço de todos os brasileiros já fizeram chaves de cadastro no PIX. Além disso, essa forma de pagamento ocupa mais de 51% de todas elas em pouco mais de um mês de existência.

Aqueles que recebiam o auxílio emergencial em 2021 e tiveram o benefício cancelado, tinham até o dia 28 de maio para contestar. Atualmente, infelizmente não existem outros prazos.

Auxílio emergencial para mais famílias

Tanto o Ministério da Cidadania quanto da Economia afirmaram que o auxílio emergencial deve abranger mais pessoas e famílias. Então, para saber se você foi incluso, basta acessar o site do DataPrev, informar o seu nome completo, nome da mãe, data de nascimento e também o seu CPF.

No app do Caixa, você pode ter acesso, caso tenha sido incluso, a todos os valores anteriores que não foram recebidos.

Acompanhe OTrabalhador para ficar por dentro de mais notícias sobre o auxílio emergencial, direitos do trabalhador e os programas sociais.

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Daiane Souzahttps://otrabalhador.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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