Desemprego no Brasil da pandemia: Doutor em engenharia espacial vende doces

No mês de março, o número de inadimplentes no Serasa chegou a mais de 1 milhão: a maioria deles atrasou as contas devido ao fim do auxílio emergencial. O desemprego também tem destaque juntamente com o alto da inflação que já superou até mesmo os rendimentos bancários.

Agora, deixar o dinheiro em uma poupança é inviável: o rendimento é menor que 2% enquanto a inflação acumulada já é superior a 4%. Ou seja, o que há de “rendimento” na verdade é apenas um reajuste da inflação e não está havendo  verdadeiro ganho.

Nesta semana, o BBC publicou um artigo que mostra ainda mais os reflexos de desemprego no Brasil:  Maycol Vargas, de 33 anos, é formado em engenharia espacial e está vendendo doces para conseguir se manter.

Ele argumentou na entrevista que mandou currículos para mais de 20 empresas e para os mais variados serviços mas que, mesmo assim, não foi contratado. Decidiu, portanto, abrir a própria empresa de doces.

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Ele argumenta que o rendimento mensal é menor que R$ 500 e que uma de suas colegas ganha na faixa de R$ 15 mil.

Apesar a situação delicada na qual vive o país, no ano de 2020 mais de 2 milhões de pessoas jurídicas surgiram como MEI. Ou seja, que podem ter o faturamento de até R$ 81 mil anuais e é permitido a contratação de apenas um funcionário que recebe um salário mínimo.

Empresas contratando X desemprego

Muitas empresas como a Havan, estão realizando a abertura de vagas para a área de tecnologias. Dessa forma, os funcionários terão, além do trabalho, uma faculdade financiada pela empresa. Muitas outras marcas estão realizando a mesma iniciativa em um momento de crise.

A Havan é um dos maiores lugares para se trabalhar no Brasil e até mesmo recebeu o selo internacional. Ela é liderada pelo dono, Luciano Hang, que atualmente fez várias negociações com o presidente Bolsonaro.

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Além do desemprego, muitas pessoas tiveram que trabalhar com áreas das quais não estão formadas. Como é o caso, por exemplo, do engenheiro trabalhando de Uber porque não consegue projetos ou o que consegue é pouco para se manter.

 
Daiane Souzahttps://otrabalhador.com/
Nascida em Santa Catarina, atualmente estuda história pela FURB, atuando com a redação política. Trabalha há mais de três anos como redatora profissional experiente em SEO e Copywriter. Apaixonada por literatura, filosofia e escrita.

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