sexta-feira,
20 de fevereiro de 2026

Por que o salário mínimo ficou abaixo do previsto para 2026

Entenda por que o salário mínimo de 2026 foi definido em R$ 1.621 e como a inflação menor influenciou o cálculo do novo valor

O salário mínimo de 2026 foi confirmado em R$ 1.621 pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O valor representa aumento de R$ 103 em relação aos atuais R$ 1.518. 

Apesar do reajuste, o montante ficou abaixo das projeções feitas anteriormente pelo governo.

O novo piso passou a valer em janeiro e será recebido pelos trabalhadores a partir de fevereiro.

Valor final ficou menor que as estimativas iniciais

No início do ano, a previsão era de que o salário mínimo chegaria a R$ 1.630. Durante a aprovação do Orçamento, a estimativa foi revisada para R$ 1.627. O valor oficial, porém, foi fechado em R$ 1.621.

A diferença ocorreu por causa da inflação menor do que o esperado nos últimos meses.

Como é feito o cálculo do salário mínimo

O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou o valor após a divulgação dos dados de inflação. A regra considera dois fatores principais:

  • INPC acumulado em 12 meses até novembro
  • Crescimento do PIB de dois anos antes, com limite de 2,5 pontos percentuais acima da inflação

O objetivo é garantir aumento real do salário mínimo sem pressionar excessivamente as contas públicas.

INPC mais baixo influenciou o resultado

O INPC, índice que mede a inflação para famílias de baixa renda, registrou alta de 0,03% em novembro. No acumulado de 12 meses, o indicador chegou a 4,18%.

A desaceleração da inflação reduziu a projeção do reajuste. Por isso, o valor final ficou abaixo das estimativas anteriores do governo.

Quando o novo salário começa a ser pago

Embora o novo valor esteja em vigor desde janeiro, os trabalhadores passam a receber o reajuste a partir de fevereiro.

A atualização impacta diretamente salários, benefícios e pagamentos vinculados ao piso nacional.

Como usar o salário mínimo de 2026 com responsabilidade

Com o novo valor de R$ 1.621 em vigor, organizar o orçamento se torna essencial. Mesmo com reajuste, o planejamento ajuda a manter as contas em dia e evitar dívidas.

Uma medida importante é listar todos os gastos fixos do mês, como aluguel, energia, água e alimentação. Ter clareza sobre esses compromissos permite saber quanto realmente sobra para outras despesas.

Também é recomendado separar uma parte do valor para imprevistos. Ainda que o orçamento seja apertado, reservar um pequeno percentual pode ajudar em situações emergenciais.

Outra orientação é evitar compras por impulso. Antes de assumir qualquer nova despesa, vale avaliar se ela é realmente necessária e se cabe no orçamento mensal.

Sempre que possível, priorize o pagamento de contas em dia. Isso reduz o risco de juros e multas, que comprometem ainda mais a renda.

Por fim, acompanhar os preços e comparar antes de comprar pode gerar economia ao longo do mês. Pequenas decisões no dia a dia fazem diferença no equilíbrio financeiro.

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Aécio de Paula
Aécio de Paula
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e pós-graduado em Direitos Humanos pela mesma instituição. Atua na produção, edição e apuração de conteúdos sobre política, economia, sociedade e cultura, com experiência em redações e portais de notícia.

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