Por que o governo suspendeu o pagamento do PIS e Pasep em 2021?

Para que houvesse a  Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), o governo teve que suspender o pagamento do abono salarial do PIS e do PASEP. E, dessa forma, não houve nenhum calendário para o ano de 2021. No ano de 2020, no mês de julho, os senadores se reuniram para votar a  Medida Provisória (MP) nº 946 que previa o corte do benefício que injetaria mais de R$ 21 bilhões na economia. A medida provisória viria a ser publicada no Diário Oficial da União, DOU. 

Estima-se que, para que haja o aumento do Bolsa Família em mais de 58% como prevê o governo Bolsonaro, há a necessidade de cancelar o PIS e o PASEP permanentemente. O aumento, que deveria ocorrer no mês de outubro desse ano, deve ser prejudicado pela falta de verbas devido à prorrogação do auxílio emergencial. E, dessa forma, há possibilidades de que ele aconteça somente no próximo ano ou ainda em 2021 com a extinção do abono. 

  • O governo afirmou, desde o mês de fevereiro desde ano, que o ano base do abono de 2020 e de 2021 devem ser pagos de uma vez somente em 2022 a partir de fevereiro. Entretanto, se ele for cancelado, há poucas chances que seja pago além de 2019 que estava disponível até o dia 30 de junho. 

A proposta de não pagar neste ano foi originada como uma forma de garantir que as empresas não demitirem os funcionários (visto que o governo ajudou-as financeiramente durante a pandemia da Covid-19). 

O PIS é pago para aqueles que trabalham para as empresas privadas através do banco da Caixa enquanto o Pasep é pago para os servidores públicos através do banco do Brasil. Para sacar o benefício, basta levar consigo o cartão cidadão e ter trabalho pelo menos um mês no ano base. O valor máximo de saque é de R$ 1100 e depende do tempo de atuação. 

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