Historiador pode ser jornalista? Veja a opinião de profissionais

Foi no ano de 2009 que o Supremo Tribunal Federal  derrubou todos os requisitos para atuar como jornalista e, dessa forma, não é mais necessário possuir um diploma específico na área.  Logo, quem é formado em história, geografia e muitas outras áreas, também pode atuar com a formação de entrevistas, matérias e textos para jornais diários.

No grupo de Facebook, “Professores de História”, uma estudante de graduação fez a seguinte publicação:

“O que acham de um historiador trabalhar com jornalismo? Eu estou na graduação de história, mas também me sinto voltada para o jornalismo. Não sei se deveria fazer as duas graduações. A dúvida é porque ambos trabalham com acontecimentos históricos, um voltado para o presente e outro para o passado. Eu sei que a história estuda o tempo presente, mas será o suficiente para atuar como jornalista?”

Os integrantes trabalharam para responder ao questionamento:

Guilherme K. argumentou: “Mas o historiador trabalha com o passado para compreender o presente. Ele não está desvinculado do hoje. E há alguns exemplos de jornalistas que fizeram boas pesquisas no campo da história também.”

Sheila S. disse que era preciso se informar sobre o assunto: “Informe-se. Não é preciso ter diploma de jornalismo para trabalhar com jornalismo. A História, num bom curso, é uma excelente formação.

Dexter Alves apresentou um grande texto sobre o tema: “Eu estudo história do tempo presente. Então não há essa dicotomia que vc apresenta. Talvez o jornalista não tenha responsabilidade com a historiografia em si. Pelo menos em formação. Por isso cometem pecados quando se aventuram na historiografia. Principalmente anacronismos, como temos exemplos por aí. Acho isso mais problemático. Já o contrário não vejo problema. Historiador ser jornalista. O único problema é que o historiador tem uma escrita mais difícil, mais robusta, justamente pela formação. Não que o historia seja incompreensível ao grande público. Mas o historiador terá que se adaptar em uma linguagem menos “acadêmica”. No mais acho que seria um espaço que os historiadores deveriam ocupar mais.”

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