segunda-feira,
19 de janeiro de 2026

Seguro-desemprego: Governo anuncia mudança no pagamento do benefício

Mudança no seguro-desemprego do pescador artesanal: Ministério do Trabalho assume habilitação do benefício de R$ 1.518 durante o defeso

Os pescadores artesanais que aguardam o período de defeso terão novidades a partir deste mês de outubro. 

O processo de habilitação para o benefício, que garante um salário mínimo enquanto a pesca é proibida para preservação das espécies, passará a ser de responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego.

Até agora, essa atribuição estava sob os cuidados do Ministério da Pesca. A alteração foi confirmada pelo ministro Luiz Marinho e está prevista em uma medida provisória que tramita no Congresso Nacional, com expectativa de aprovação em breve.

Quem terá direito ao seguro-defeso? 

Segundo o ministro, o seguro-defeso funciona de forma semelhante ao seguro-desemprego tradicional. 

O pescador que vive exclusivamente da pesca artesanal e depende dessa atividade para sobreviver poderá requerer o benefício, já que fica impedido de pescar durante o período de reprodução das espécies.

O valor pago é de um salário mínimo (R$ 1.518,00), válido durante o tempo em que a pesca é suspensa. Esse intervalo varia conforme a espécie e é definido pelo Ministério do Meio Ambiente.

Objetivo do seguro-defeso

A medida busca equilibrar duas necessidades:

  • Garantir a renda mínima do pescador artesanal, que fica sem fonte de sustento durante o defeso;
  • Preservar o meio ambiente, protegendo os peixes no período de reprodução.

Dessa forma, o benefício se torna uma ferramenta essencial tanto para a subsistência de milhares de famílias quanto para a manutenção dos ecossistemas aquáticos.

Outros auxílios para quem está desempregado

Além do seguro-desemprego, existem outros programas e benefícios que podem ajudar trabalhadores em situação de vulnerabilidade. Conhecer essas alternativas pode ser um alívio em tempos de dificuldade financeira:

  • Bolsa Família: famílias de baixa renda podem se cadastrar no CadÚnico e receber o benefício mensal, garantindo alimentação e despesas básicas.
  • Auxílio gás: concedido bimestralmente a famílias cadastradas no CadÚnico, ajuda a custear a compra do botijão de gás de cozinha.
  • Cursos de qualificação gratuitos: oferecidos pelo Sistema S (Senac, Senai, Sesi), podem ser uma porta de entrada para novas oportunidades de emprego.
  • Programas estaduais e municipais: muitas prefeituras e governos locais oferecem bolsas, auxílios temporários e programas de capacitação voltados a quem está fora do mercado.
  • FGTS: trabalhadores demitidos sem justa causa têm direito a sacar o saldo disponível no Fundo de Garantia, funcionando como uma reserva emergencial.

Buscar informações sobre esses direitos é essencial para enfrentar o período sem trabalho de forma menos pesada. 

O seguro-desemprego, assim como os demais auxílios, existe justamente para evitar que o trabalhador fique totalmente desamparado enquanto busca uma nova oportunidade.

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Aécio de Paula
Aécio de Paula
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e pós-graduado em Direitos Humanos pela mesma instituição. Atua na produção, edição e apuração de conteúdos sobre política, economia, sociedade e cultura, com experiência em redações e portais de notícia.

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