Auxílio Brasil ideal seria de R$ 732, diz estudo da FGV

Qual seria o valor ideal para o Auxílio Brasil neste mês de agosto? Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) tentou dar uma resposta para a pergunta. Segundo a pesquisa, os usuários do programa social deveriam receber R$ 732, no mínimo, para conseguir manter o poder de compra nas próximas semanas.

Os R$ 732 de agora equivalem exatamente aos R$ 600 pagos pelo Governo Federal ainda em 2020, na época do Auxílio Emergencial. De lá até aqui, a inflação disparou e o poder de compra dos brasileiros diminuiu na mesma proporção. Na prática, as pessoas estão podendo comprar menos itens quando fazem uma feira em um mercado, por exemplo.

Em tese, a inflação prejudica pessoas de todas as classes sociais, ou seja, ela é sentida por todos os brasileiros de alguma forma. Entretanto, é importante frisar que a camada mais pobre da população costuma sentir os efeitos da perda do poder de compra com mais força. É justamente o público que recebe o dinheiro do Auxílio Brasil.

Recentemente, o Congresso Nacional aprovou o texto que libera o aumento nos valores do programa social do Governo Federal. Os parlamentares decidiram que entre os meses de agosto e dezembro, os beneficiários do projeto poderão receber o valor mínimo de R$ 600. Trata-se, portanto, de uma elevação de R$ 200 nas contas.

De toda forma, o aumento não será suficiente para repor o poder de compra. Como dito, as pessoas seguirão sem poder comprar aquilo que podiam comprar em 2020. Membros do Governo Federal vêm afirmando que estão cientes dos desafios do aumento da inflação, mas prometem que a situação vai melhorar no decorrer dos próximos meses.

O curso do Auxílio Brasil

O Governo Federal iniciou os pagamentos do Auxílio Brasil ainda em novembro do ano passado. O programa tinha como objetivo substituir as liberações do antigo Bolsa Família, que chegaram ao fim exatamente um mês antes, em outubro.

Em dezembro de 2021, dados do Ministério da Cidadania apontam que mais de 14 milhões de pessoas receberam os R$ 400 mínimos do benefício. De lá até aqui, o número de usuários foi elevado em mais de 3 milhões.

No entanto, o valor do programa se manteve de forma linear mesmo em um cenário de aumento na inflação. Dessa forma, os cidadãos recebiam os mesmos R$ 400 mínimos para conseguir comprar itens básicos que estavam cada dia mais caros.

O Governo Federal pretende amenizar o problema justamente no próximo mês de agosto, quando o aumento de R$ 200 está programado. Segundo o Ministério da Cidadania, não é necessário realizar nenhum tipo de inscrição para fazer parte do programa social neste segundo semestre.

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