Auxílio Brasil bate recorde no número de beneficiados em agosto

Em agosto, o programa Auxílio Brasil baterá recorde no número de usuários aptos ao recebimento do benefício. Mesmo antes do início oficial das liberações na próxima semana, o Ministério da Cidadania já confirmou que pouco mais de 20 milhões de brasileiros poderão receber o saldo mínimo do benefício neste mês de agosto.

O número representa um aumento de mais de 2 milhões em relação ao que se registrou na parcela de julho. Na ocasião, estima-se que pouco mais de 18,7 milhões de pessoas tenham recebido o montante do Governo Federal. Na época, o número já era um recorde de quantidade de usuários do programa social do poder executivo.

O recorde no número de atendidos considera o período não apenas dos pagamentos do Auxílio Brasil, mas também do antigo Bolsa Família. Mesmo com as mudanças de nome, os dois projetos são comparáveis, já que utilizam uma mesma estrutura de liberações. Os números foram comemorados pelo Governo Federal.

Quando chegou ao fim em outubro de 2021, o antigo Bolsa Família atendia pouco mais de 14 milhões de pessoas. Em janeiro de 2022, quando o programa já se chamava Auxílio Brasil, o número foi para 17 milhões, subiu para 18 milhões em março e chega agora em agosto com o patamar programado para 20 milhões.

Entre os meses de julho e agosto, o Governo Federal estima que poderá inserir mais de 2,2 milhões de pessoas de uma só vez. O Planalto só poderá realizar tal inserção por causa da aprovação da chamada PEC dos Benefícios pelo Congresso Nacional. Entre outros pontos, o documento libera R$ 26 bilhões para o aumento do Auxílio Brasil.

Longe do Auxílio Emergencial

Mesmo que o Governo Federal tenha aplicado sucessivos aumentos na quantidade de usuários do programa Auxílio Brasil, os patamares ainda estão longe daqueles que se registravam no antigo Auxílio Emergencial.

Segundo dados do Ministério da Cidadania, a versão inicial do Auxílio Emergencial, que fez seus primeiros pagamentos ainda em 2020, chegou à casa de quase 70 milhões de brasileiros. O programa foi criado para mitigar os efeitos da pandemia do coronavírus no país.

Embora exista uma grande diferença no número de usuários dos dois auxílios, o presidente Jair Bolsonaro (PL) pretende repetir o fenômeno de aumento de sua popularidade. Até agora, no entanto, ele não conseguiu o feito.

Pesquisas mais recentes indicam que o ex-presidente Lula (PT) ainda tem uma larga margem de vantagem para o atual presidente. Os levantamentos foram realizados já depois da aprovação da chamada PEC dos Benefícios.

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