Auxílio Brasil: veja quem poderia ganhar o benefício de R$ 800

O presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou recentemente que poderá pagar um adicional de R$ 200 no Auxílio Brasil caso seja reeleito este ano. A ideia central aqui é aumentar o valor do programa para R$ 800. O fato, no entanto, é que nem todos os mais de 20 milhões de indivíduos poderiam receber o benefício.

Segundo as regras gerais, o plano do candidato é fazer com que os R$ 200 adicionais sejam pagos apenas para aqueles usuários que conseguirem um emprego formal. Assim, o usuário conseguiria os R$ 600 do benefício, os R$ 200 adicionais e também o salário do emprego por um período de dois anos.

Mas há também outros pontos que precisam de consideração. Para se tornar elegível ao adicional, o cidadão que conseguir um emprego ainda precisaria ter uma renda per capita de menos de R$ 525. Se ele passar deste patamar, ele poderia perder o saldo do Auxílio Brasil e não ter o direito de pegar o adicional.

É importante lembrar também que o projeto de pagamento de adicional de R$ 200 já chegou a ser prometido pelo Governo Federal ainda no final do ano passado. Contudo, informações do site de notícias Metrópoles apontam que o Ministério da Cidadania não chegou a regulamentar a ideia.

Desta forma, é possível que, em caso de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), ele poderia fazer alterações na proposta. Assim, as regras descritas acima poderiam ganhar um novo processo. De todo modo, ao menos até aqui, a candidatura ainda não dá mais detalhes sobre o procedimento.

Auxílio de R$ 600

O que está claro é a promessa de manutenção do valor de R$ 600 do Auxílio Brasil para o próximo ano. Hoje, a indicação geral é de que o saldo poderia cair para a casa dos R$ 405. De todo modo, Bolsonaro vem dizendo que poderá alterar o sistema.

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirma que concorda com o presidente e que também trabalhará para manter o valor do benefício na casa dos R$ 600 no próximo ano.

“É evidente que vamos pagar (o Auxílio Brasil turbinado). Tem uma situação temporária. Se a guerra da Ucrânia continuar, prorroga o estado de calamidade e paga os R$ 600. Agora, se acabou a guerra, precisa de uma solução estrutural permanente”, disse o Ministro de Economia durante uma entrevista para jornalistas no início deste mês.

“Vamos (manter o patamar), tem dinheiro”, afirmou. “A definição do valor do Auxílio Emergencial é cheia de pais, mas sabemos quem foi a mãe. Fomos nós que desenvolvemos”, completou o Ministro, que vem seguindo um discurso semelhante ao que o presidente Jair Bolsonaro (PL) vem adotando nos últimos dias em suas entrevistas.

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