Lula espera crescer ainda mais entre usuários do Auxílio

O ex-presidente Lula (PT) recebeu ao menos duas boas notícias para ele nas últimas horas. De acordo com novas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PT subiu, ou ao menos oscilou, positivamente nas pesquisas de intenção de voto. A avaliação de dentro da campanha é de que é possível crescer ainda mais entre os usuários do Auxílio Brasil.

No Datafolha divulgado nesta quinta-feira (22), o ex-presidente oscilou positivamente e foi de 45 para 47 pontos. Com a margem de erro pode ter até 50% nos votos válidos e levar a eleição ainda no primeiro turno. Já o levantamento XP/Ipespe, mostra que Lula cresceu 3 pontos e agora tem 46%.

Nos dois levantamentos, Bolsonaro se manteve estável na casa dos 33% e 35% pontos respectivamente.

O crescimento de Lula, mesmo que ainda dentro da margem de erro no Datafolha, acontece mesmo diante de uma subida de Bolsonaro em alguns estados chave como São Paulo e Rio de Janeiro. Então o que explica a elevação do ex-presidente? Nos dois casos, a resposta está nos mais pobres.

É justamente entre o público do Auxílio Brasil do Governo Federal que o petista registra os maiores níveis de intenção de voto. Esta é uma realidade que é vista não apenas nas últimas pesquisas, mas também na Ipec e na Quaest.

A avaliação dentro da campanha do presidente é de que é possível crescer mais nesta última semana de primeiro turno justamente dentro deste público mais pobre. Por outro lado, há uma preocupação com a abstenção, que normalmente é mais alta entre os eleitores mais vulneráveis.

Auxílio Brasil

O Auxílio Brasil é um dos temas centrais desta campanha. Anos depois de dizer que era contra o pagamento de benefícios, o presidente Jair Bolsonaro parece ter mudado de ideia e agora não só faz as liberações, como usa na campanha eleitoral.

Em 2021, entre os meses de janeiro e março, o Governo Federal não pagou nenhum saldo do Auxílio, mesmo considerando que aquele era o pior momento da pandemia. Oficialmente, o saldo turbinado de R$ 400 só começou a ser pago em novembro do ano passado.

Em julho, o Congresso Nacional conseguiu aprovar a chamada PEC dos Benefícios. Entre outros pontos, o documento liberou R$ 41 milhões para a União. Assim, o Governo conseguiu pagar um aumento para o Auxílio Brasil, que passou a ser de R$ 600.

O aumento, no entanto, só tem validade até o final deste ano. Em agosto, o poder executivo enviou ao Congresso Nacional a proposta de orçamento para o ano de 2023, e indicou uma queda nos valores para a casa dos R$ 405.  De todo modo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) vem dizendo que poderá alterar este número, caso seja reeleito.

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