sábado,
14 de fevereiro de 2026

Confira os impactos do salário mínimo nos benefícios

O salário mínimo já está estabelecido: será fixado em R$ 1.621,00, representando um aumento de 6,79% em comparação à cifra de 2025

Um novo salário mínimo foi estipulado em R$ 1.621,00, o que terá repercussões no abono salarial, na previdência social (INSS), em benefícios assistenciais, no seguro-desemprego e na margem de crédito consignado.

Para o ano de 2026, o salário mínimo já está estabelecido: será fixado em R$ 1.621,00, representando um aumento de 6,79% em comparação à cifra de 2025.

Esse novo valor entrará em vigor em janeiro, mas os efeitos serão percebidos financeiramente em fevereiro, mês em que ocorrerão os primeiros pagamentos.

Com esse aumento, vários programas sociais e benefícios também sofrerão alterações.

Novo valor do salário mínimo para 2026

O Governo Federal anunciou que o salário mínimo será de R$ 1.621,00. O reajuste considerado inclui o INPC acumulado até novembro de 2025, que é de 4,18%, e um crescimento do PIB de 3,4% para o ano de 2024.

Esse aumento adere à nova regra que limita o ganho real a 2,5% ao ano, além da inflação registrada.

Mudanças ocorrerão com o novo salário mínimo

Esse reajuste terá um impacto significativo em uma variedade de pagamentos e benefícios trabalhistas. Veja os principais abaixo.

Abono salarial PIS/PASEP

O valor do Abono Salarial varia de acordo com o tempo de serviço no ano-base e poderá variar entre R$ 135,08 e R$ 1.621,00.

Entretanto, as novas diretrizes para acessar esse benefício passarão por alterações no próximo ano, restringindo gradualmente quem tem direito.

Benefícios do INSS

As aposentadorias, pensões e auxílios assistenciais administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passarão a ser reajustados com base no novo salário mínimo.

Beneficiários que recebem o valor do piso atual começarão a receber R$ 1.621,00. Os que possuem uma renda superior ao mínimo terão seus valores ajustados proporcionalmente segundo o INPC.

Benefício de Prestação Continuada (BPC)

O BPC também será ajustado ao novo salário mínimo. A quantia destinada a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência será de R$ 1.621,00.

A renda familiar per capita exigida para obter esse benefício agora oscilará entre R$ 405,25 e R$ 810,50.

Seguro-desemprego

O valor mínimo do seguro-desemprego não poderá ser inferior ao salário mínimo. Assim, em 2026, o piso será equivalente ao novo valor estipulado. Os outros valores seguirão a tabela reajustada pelo INPC.

Inscrições no CadÚnico

Os requisitos de renda para inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) também serão alterados. Agora, famílias com uma renda de até R$ 810,50 por membro poderão se inscrever, ou famílias com rendas superiores em situações específicas relacionadas a programas sociais.

Consequências do aumento do salário mínimo

O aumento do salário mínimo nacional também resultará em um incremento na margem consignável, que é o limite da renda que pode ser utilizada para empréstimos consignados.

Para os beneficiários do INSS, a margem total de 45% será calculada sobre o novo salário mínimo, estabelecendo que 35% do benefício ficará reservado para empréstimos, 5% para Cartão de Crédito Consignado e 5% para Cartão Benefício Consignado.

No caso dos trabalhadores registrados (CLT), o limite disponível para contratação será de 35% da renda mensal líquida, que será atualizada de acordo com o novo salário.

Para os receptores do BPC, a possibilidade de comprometer até 30% do valor do benefício apenas com empréstimos verá um aumento na margem de R$ 486,30 para R$ 488,10.

Compartilhe:

Thais Rodrigues
Thais Rodrigues
Formada em Jornalismo desde 2009 pela Unicsul e também pós-graduada em Jornalismo Esportivo pelo Centro Universitário FMU. Atualmente trabalhando nas áreas de redação, marketing e assessoria de imprensa.

Notícias relacionadas

Mais lidas da semana

App O Trabalhador