Você sabia que uma mudança significativa acaba de ser formalizada e promete alterar a forma como o INSS conduz a perícia médica? A partir de 2026, uma prática que por anos gerou insegurança, gastos inesperados e decisões injustas começa a ser revista de forma concreta.
A mudança redefine responsabilidades, traz mais equilíbrio ao processo e promete tornar a perícia mais completa, justa e próxima da realidade médica de cada pessoa.
Vejamos mais detalhes a seguir.
Perícia médica em 2026, o que muda?
A perícia médica do INSS passará, em 2026, por uma das mudanças mais relevantes dos últimos anos. O impacto é direto sobre o segurado, especialmente aquele que depende do benefício para sobreviver, e também sobre a qualidade das decisões do próprio INSS.
Na prática cotidiana da perícia médica, a exigência de exames complementares gerava consequências graves:
- o segurado precisava pagar por exames caros;
- muitos não conseguiam realizar os exames no prazo;
- a análise do benefício ficava suspensa ou incompleta;
- surgiam indeferimentos baseados em “falta de provas”;
- incapacidade real não era reconhecida por falha procedimental.
Ou seja, a discussão deixava de ser médica e passava a ser econômica.
A partir de 2026, a lógica se inverte. Sempre que o perito médico entender que exames adicionais ou avaliações especializadas são necessários para concluir a perícia, o próprio INSS deverá garantir que esses exames ocorram, sem custo para o segurado.
Dessa forma, o segurado deixa de sofrer uma pena por não ter condições financeiras de produzir a prova exigida pela Administração.
O que o segurado não terá mais obrigação de fazer
Com a nova regra em vigor, não será legítimo:
- exigir que o segurado pague exames para complementar a perícia;
- indeferir benefício apenas porque não apresentou o exame por falta de recursos;
- transferir ao segurado um ônus que nasce de exigência técnica do próprio INSS.
A perícia passa a ser um procedimento integralmente estruturado pela Autarquia, do início ao fim.
Como o INSS poderá viabilizar os exames?
A norma não impõe um único modelo operacional, mas estabelece caminhos possíveis para que os exames aconteçam de forma efetiva.
Formas previstas de execução:
- reembolso ao segurado, mediante comprovação;
- utilização de clínicas e laboratórios credenciados;
- parcerias técnicas específicas;
- outros modelos que assegurem a realização do exame.
O ponto central não é o meio utilizado, mas o resultado: o exame precisa acontecer sem custos para o segurado.
A partir de quando passa a valer essa mudança?
A nova sistemática entra em vigor em 1º de janeiro de 2026. A partir dessa data, qualquer perícia que exija exames complementares deverá respeitar essa lógica, sob risco de nulidade do procedimento.
A mudança na perícia médica do INSS para 2026 retira do segurado um peso que nunca deveria ter sido seu e recoloca a perícia no lugar certo: como um instrumento técnico, justo e efetivo de avaliação da incapacidade.
Para quem depende desses benefícios, essa alteração pode significar a diferença entre o indeferimento e o reconhecimento de um direito.