quinta-feira,
22 de janeiro de 2026

O que vai mudar na perícia médica do INSS em 2026?

O impacto é direto sobre o segurado, especialmente aquele que depende do benefício para sobreviver

Você sabia que uma mudança significativa acaba de ser formalizada e promete alterar a forma como o INSS conduz a perícia médica? A partir de 2026, uma prática que por anos gerou insegurança, gastos inesperados e decisões injustas começa a ser revista de forma concreta.

A mudança redefine responsabilidades, traz mais equilíbrio ao processo e promete tornar a perícia mais completa, justa e próxima da realidade médica de cada pessoa.
Vejamos mais detalhes a seguir.

Perícia médica em 2026, o que muda?

A perícia médica do INSS passará, em 2026, por uma das mudanças mais relevantes dos últimos anos. O impacto é direto sobre o segurado, especialmente aquele que depende do benefício para sobreviver, e também sobre a qualidade das decisões do próprio INSS.

Na prática cotidiana da perícia médica, a exigência de exames complementares gerava consequências graves:

  • o segurado precisava pagar por exames caros;
  • muitos não conseguiam realizar os exames no prazo;
  • a análise do benefício ficava suspensa ou incompleta;
  • surgiam indeferimentos baseados em “falta de provas”;
  • incapacidade real não era reconhecida por falha procedimental.

Ou seja, a discussão deixava de ser médica e passava a ser econômica.

A partir de 2026, a lógica se inverte. Sempre que o perito médico entender que exames adicionais ou avaliações especializadas são necessários para concluir a perícia, o próprio INSS deverá garantir que esses exames ocorram, sem custo para o segurado.

Dessa forma, o segurado deixa de sofrer uma pena por não ter condições financeiras de produzir a prova exigida pela Administração.

O que o segurado não terá mais obrigação de fazer

Com a nova regra em vigor, não será legítimo:

  • exigir que o segurado pague exames para complementar a perícia;
  • indeferir benefício apenas porque não apresentou o exame por falta de recursos;
  • transferir ao segurado um ônus que nasce de exigência técnica do próprio INSS.

A perícia passa a ser um procedimento integralmente estruturado pela Autarquia, do início ao fim.

Como o INSS poderá viabilizar os exames?

A norma não impõe um único modelo operacional, mas estabelece caminhos possíveis para que os exames aconteçam de forma efetiva.

Formas previstas de execução:

  • reembolso ao segurado, mediante comprovação;
  • utilização de clínicas e laboratórios credenciados;
  • parcerias técnicas específicas;
  • outros modelos que assegurem a realização do exame.

O ponto central não é o meio utilizado, mas o resultado: o exame precisa acontecer sem custos para o segurado.

A partir de quando passa a valer essa mudança?

A nova sistemática entra em vigor em 1º de janeiro de 2026. A partir dessa data, qualquer perícia que exija exames complementares deverá respeitar essa lógica, sob risco de nulidade do procedimento.

A mudança na perícia médica do INSS para 2026 retira do segurado um peso que nunca deveria ter sido seu e recoloca a perícia no lugar certo: como um instrumento técnico, justo e efetivo de avaliação da incapacidade. 

Para quem depende desses benefícios, essa alteração pode significar a diferença entre o indeferimento e o reconhecimento de um direito.

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Ana Lima
Ana Lima
Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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