O salário mínimo de São Paulo permanece fixado em R$ 1.804 ao longo de 2026. O valor foi definido em 1º de julho de 2025, por meio da Lei nº 18.153/2025, e segue válido para o próximo ano.
O piso estadual continua superior ao salário mínimo nacional, que em 2026 é de R$ 1.621. A diferença entre os dois valores é de R$ 183.
Essa política mantém São Paulo entre os estados que adotam um salário mínimo regional acima do valor federal.
Quem tem direito ao salário mínimo em São Paulo
O salário mínimo de São Paulo é aplicado aos trabalhadores que não possuem piso definido por lei federal, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.
Na prática, o valor atende categorias que não contam com um salário mínimo profissional nacional. Mais de 80 ocupações estão incluídas nesse grupo.
Entre elas estão:
- Vendedores
- Auxiliares de serviços gerais
- Profissionais de limpeza e conservação
- Empregados não especializados do comércio
- Cuidadores de idosos
- Motoboys
- Garçons
- Manicures e pedicures
- Cabeleireiros
- Digitadores
- Telefonistas e operadores de telemarketing
- Serventes e pedreiros
- Operadores de máquinas da construção civil
- Soldadores
- Trabalhadores da preparação de alimentos e bebidas
- Operadores de máquinas agrícolas
- Cobradores de ônibus
- Carteiros
- Representantes comerciais
- Marceneiros
- Supervisores de produção industrial
- Trabalhadores do setor de turismo e hospedagem
Antes de considerar o valor recebido, é importante verificar se a categoria possui algum piso próprio definido em acordo coletivo.
Quanto o trabalhador recebe após o desconto do INSS
Assim como ocorre com o salário mínimo nacional, o piso paulista sofre desconto previdenciário.
A alíquota básica aplicada é de 7,5%, referente à contribuição ao INSS.
Com isso, o cálculo mensal fica da seguinte forma:
- Salário bruto: R$ 1.804
- Desconto do INSS (7,5%): R$ 135,30
- Salário líquido: R$ 1.668,70
Esse é o valor depositado mensalmente, sem considerar outros descontos eventuais, como vale-transporte ou vale-alimentação.
Por que São Paulo tem um salário mínimo próprio?
A adoção de um salário mínimo estadual está relacionada ao custo de vida local. Em entrevista ao Valor, em junho de 2025, o advogado trabalhista Celso Baéz, do Demarest Advogados, explicou que alguns estados optam por criar um piso próprio justamente por terem despesas médias mais altas que a média nacional.
A legislação determina que nenhum salário mínimo regional pode ser inferior ao valor do piso nacional. O objetivo é garantir uma remuneração mínima compatível com a realidade econômica de cada estado.
Para o trabalhador, entender essas diferenças ajuda no planejamento financeiro e na verificação correta dos direitos previstos em leis atuais.