terça-feira,
20 de janeiro de 2026

Reajuste do salário mínimo: Saiba os impactos

A partir de 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo foi estabelecido em R$ 1.621,00, conforme divulgação feita pelo governo federal

Neste ano, o Brasil inicia mais um período de ajuste no salário mínimo, um parâmetro que afeta diretamente a vida de milhões de cidadãos e tem uma influência considerável na economia do país.

Com o início de cada ano, trabalhadores, aposentados, empresários e responsáveis pela formulação de políticas públicas ficam à espera dos dados oficiais.

Esses números não apenas estabelecem o novo salário base, mas também têm impactos em benefícios sociais, nas contas do governo e na inflação em geral.

Novo valor do salário mínimo

A partir de 1º de janeiro de 2026, o salário mínimo foi estabelecido em R$ 1.621,00, conforme divulgação feita pelo governo federal.

Isso representa um aumento de aproximadamente 6,79% em relação ao valor anterior de R$ 1.518,00, que esteve em vigor em 2025, resultando em um acréscimo de R$ 103,00 no salário nacional.

Esse novo valor começou a ser aplicado nos contracheques já em fevereiro de 2026, impactando os salários de milhões de trabalhadores, tanto no setor formal quanto no informal.

Reajuste do salário mínimo é calculado

O ajuste anual do salário mínimo baseia-se em uma fórmula técnica, estabelecida por legislação, que reúne dois indicadores principais:

Inflação medida pelo INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) é elaborado pelo IBGE e avalia a variação de preços para famílias com rendimento de até cinco salários mínimos.

Para o ano de referência de 2025, o INPC acumulou 4,18% até novembro, que serviu como base para o reajuste.

Crescimento econômico — PIB

O salário mínimo também inclui um elemento de ganho real quando há crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em 2024, segundo a revisão oficial do IBGE, o PIB cresceu 3,4%.

Entretanto, em função de regras fiscais, o aumento real acima da inflação é restringido a 2,5%.

Integração dos fatores

O cálculo final é a soma da inflação (INPC) e do ganho real (limitado a até 2,5%, caso o PIB permita). Para 2026, essa combinação resultou em um reajuste total de 6,79%, que se reflete no novo salário mínimo.

Efeito do reajuste

O aumento do salário mínimo exerce um impacto fiscal significativo, pois muitos programas sociais e benefícios governamentais são atrelados ao salário base. Isso abrange:

  • O Benefício de Prestação Continuada (BPC) destinado a idosos e pessoas com deficiência;
  • O seguro-desemprego e outras assistências sociais;
  • Contribuições previdenciárias e benefícios do INSS.

De acordo com estimativas de instituições como o Dieese, o aumento na economia e nas despesas geradas pelo novo salário mínimo pode ultrapassar várias dezenas de bilhões de reais ao longo de 2026.

Isso se deve ao fato de que um maior número de pessoas começará a receber um montante maior de benefícios quando o valor do piso aumenta, pressionando assim as despesas obrigatórias no orçamento federal.

Além disso, cada real adicionado ao salário mínimo aumenta as despesas do governo central, uma vez que está diretamente ligado a benefícios previdenciários e sociais.

No panorama econômico, um crescimento geralmente acaba por incentivar o consumo, uma vez que as famílias com renda mais baixa têm uma maior tendência a utilizar esses recursos em produtos básicos, o que, por sua vez, fortalece a dinâmica econômica.

No entanto, esse impulso também pode elevar os preços em determinadas áreas, especialmente aquelas que demandam muita mão de obra.

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Thais Rodrigues
Thais Rodrigues
Formada em Jornalismo desde 2009 pela Unicsul e também pós-graduada em Jornalismo Esportivo pelo Centro Universitário FMU. Atualmente trabalhando nas áreas de redação, marketing e assessoria de imprensa.

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