O governo realmente irá “diminuir” o salário mínimo em 2026?
Na realidade, não se fala em diminuir o que o trabalhador recebe, mas sim da continuação do desconto obrigatório de 7,5% destinado à Previdência Social, que se aplica a quem ganha até um salário mínimo.
Com o aumento do piso nacional e das classes do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, os valores de contribuição foram atualizados e começam a valer a partir deste ano.
Esse desconto é a contribuição previdenciária que é obrigatória para os trabalhadores com carteira assinada da iniciativa privada. O dinheiro é enviado ao INSS e garante acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e pensão por morte.
Desconto do Instituto Nacional do Seguro Social em 2026
Para esse ano, quem recebe até R$ 1. 621,00 — que é o valor de referência do salário mínimo na tabela — vai continuar contribuindo com 7,5% dessa quantia. Isso quer dizer que uma parte do salário é descontada automaticamente do pagamento.
Quando o salário aumenta, novas faixas de contribuição começam a ser aplicadas, variando de 9% a 14%, sempre de maneira progressiva.
As novas taxas estão organizadas da seguinte forma: 7,5% para salários até R$ 1. 621; 9% para quem ganha até R$ 2. 902,84; 12% para rendimentos de até R$ 4. 354,27; e 14% para salários que alcançam o teto da Previdência, que é fixado em R$ 8. 475,55.
Mesmo que o trabalhador receba mais do que esse valor, o desconto máximo é calculado com base apenas no teto.
De acordo com simulações realizadas pelo Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), alguns trabalhadores que continuarem recebendo o mesmo salário do ano passado podem perceber um pequeno alívio financeiro.
Em certas faixas, a contribuição mensal ficou um pouco menor, devido à atualização da tabela.
É importante lembrar que o pagamento do desconto acontece sempre no mês seguinte ao salário recebido. Portanto, os valores de janeiro são descontados no mês de fevereiro.