segunda-feira,
9 de março de 2026

MEI: Saiba mais sobre a contribuição previdenciária e benefícios

A ideia de que a contribuição simplificada automaticamente limita o valor da aposentadoria precisa ser esclarecida

Embora a principal preocupação muitas vezes seja a expansão do negócio, compreender as complexidades da aposentadoria é essencial para assegurar um futuro tranquilo para o Microempreendedor Individual (MEI).

Uma questão comum entre os milhões de MEIs ativos no Brasil é se o benefício previdenciário sempre estará restrito ao valor do salário mínimo.

A ideia de que a contribuição simplificada automaticamente limita o valor da aposentadoria precisa ser esclarecida com informações e dados atualizados.

Com o salário mínimo previsto para 2026 definido em R$ 1.621, é vital explorar as alternativas para aumentar esse valor. A boa notícia é que existem táticas e complementações que possibilitam ao MEI elevar seu valor além do mínimo nacional, conforme seu histórico de contribuições e planejamento financeiro.

Desconsiderar essas opções pode resultar em uma aposentadoria com um valor bem abaixo do seu potencial. Assim, é crucial para cada empreendedor autônomo familiarizar-se com os modos de contribuição e as diversas formas de composição do benefício.

Contribuição básica do MEI

O Microempreendedor Individual faz um pagamento mensal simplificado, que corresponde a 5% do salário mínimo vigente. Essa contribuição é realizada através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que abrange tanto o INSS quanto outros tributos, como ICMS e ISS, dependendo da atividade que exerce.

Em 2026, com o salário mínimo fixado em R$ 1.621, a parte destinada à Previdência Social será de aproximadamente R$ 81,05.

Esse pagamento regular e simplificado proporciona ao MEI acesso a uma variedade de benefícios previdenciários essenciais, que incluem:

  • aposentadoria por idade, auxílio-doença, licença-maternidade, auxílio-reclusão e pensão por morte para dependentes, formando uma rede de proteção social crucial para o empreendedor e sua família em situações de necessidade.

Incrementar o valor do benefício

A regra geral, que se baseia na contribuição de 5% sobre o salário mínimo, impõe um limite ao valor da aposentadoria do MEI. Porém, aqueles que buscam um benefício maior podem optar por complementar sua contribuição mensal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Esta complementação permite que a alíquota total chegue a 20% da base de cálculo.

Para fazer essa complementação, o MEI deve contribuir com a diferença de 15% sobre o salário mínimo ou sobre um valor superior, desde que não ultrapasse o limite estabelecido pelo INSS.

Ao escolher essa estratégia, os valores adicionais pagos são incorporados no cálculo da média salarial, influenciando diretamente o valor final do benefício e proporcionando uma aposentadoria mais vantajosa.

Regimes previdenciários

Muitos profissionais têm uma trajetória de trabalho diversificada, alternando momentos como Microempreendedor Individual e outras formas de contribuição.

Se um MEI já fez contribuições como trabalhador formal (CLT) ou como autônomo, com alíquotas superiores, esses valores acumulados são levados em consideração no cálculo da média salarial para a aposentadoria.

A variedade nas contribuições para a previdência indica que o valor final do benefício pode ir além do salário mínimo.

O INSS avalia o histórico de contribuições do segurado, levando em conta as diversas bases de cálculo e os períodos em que contribuiu. Assim, é possível que a aposentadoria ultrapasse o valor do piso nacional.

Nesse contexto, o montante do benefício estará diretamente ligado à configuração do histórico de contribuições.

A relação entre os valores pagos com base no salário mínimo e aqueles relativos a remunerações mais altas será crucial para definir a média salarial utilizada no cálculo da aposentadoria, ressaltando a relevância de manter um registro preciso de todas as contribuições realizadas.

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Thais Rodrigues
Thais Rodrigues
Formada em Jornalismo desde 2009 pela Unicsul e também pós-graduada em Jornalismo Esportivo pelo Centro Universitário FMU. Atualmente trabalhando nas áreas de redação, marketing e assessoria de imprensa.

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