Mudanças aprovadas nesta terça-feira (24) ampliam o teto das quatro faixas de renda e elevam o valor máximo dos imóveis financiados para até R$ 600 mil; estimativa é beneficiar mais de 80 mil famílias.
O Conselho Curador do FGTS aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (24), uma revisão estrutural nos critérios do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
A principal atualização eleva os limites de renda mensal para todas as categorias, permitindo que famílias de classe média com rendimentos de até R$ 13 mil acessem o financiamento habitacional popular.
A medida visa expandir a base de beneficiários e ajustar o programa à realidade inflacionária do setor imobiliário. Segundo estimativas oficiais, a alteração deve integrar cerca de 40 mil novas famílias ao programa, além de reduzir custos de juros para outras 87,5 mil que já se enquadram nas faixas atuais.
O que é o Minha Casa Minha Vida?
O Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) é uma iniciativa habitacional do governo federal do Brasil, criada pelo presidente Lula em março de 2009.
Gerenciado pelo Ministério das Cidades, o programa oferece subsídios e taxas de juros reduzidas para tornar mais acessível a aquisição de moradias populares, tanto em áreas urbanas quanto rurais, com o objetivo de combater o déficit habitacional no País.
Desde a sua criação, o programa já entregou mais de 6 milhões de habitações.
Novas faixas de renda familiar
A atualização dos tetos salariais variou entre R$ 300 e R$ 1.000, dependendo da categoria. Confira como ficam os novos limites mensais:
- Faixa 1: Sobe de R$ 2.850 para R$ 3.200.
- Faixa 2: Sobe de R$ 4.700 para R$ 5.000.
- Faixa 3: Sobe de R$ 8.600 para R$ 9.600.
- Faixa 4 (Classe Média): O teto passa de R$ 12.000 para R$ 13.000.
Juros e valor dos imóveis
Além da renda, o Conselho autorizou o aumento do valor de avaliação dos imóveis. Na Faixa 3, o limite saltou de R$ 350 mil para R$ 400 mil (alta de 14%). Já para a Faixa 4, o valor máximo do imóvel financiado subiu 20%, passando de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
No campo das taxas, foi criada uma nova alíquota de 4,50% ao ano especificamente para a Faixa 1 (famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200), garantindo condições mais acessíveis para este estrato que antes flutuava para faixas de juros superiores.