segunda-feira,
30 de março de 2026

Após derrota na CPMI do INSS, PT toma nova decisão

PT decide enviar novo relatório sobre fraudes no INSS ao STF e à PF após rejeição do documento final da CPMI

O PT decidiu encaminhar um novo relatório sobre as fraudes no INSS à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição do documento final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) na madrugada de sábado.

O movimento ocorre depois que o relatório principal da CPMI, com mais de quatro mil páginas e 216 pedidos de indiciamento, não foi aprovado dentro do prazo final da comissão.

Novo relatório será enviado à PF e ao STF

O documento que será enviado foi elaborado pela base governista e apresentado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).

Segundo o parlamentar, o relatório propõe o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro como “chefe do esquema” de descontos indevidos. Ele afirmou ainda que o material reflete o “pensamento majoritário” de 2/3 dos integrantes do colegiado.

O texto tem cerca de 1.800 páginas e inclui pedidos de indiciamento de mais de 130 pessoas.

Entre os nomes citados estão:

  • o ex-presidente Jair Bolsonaro
  • o senador Flávio Bolsonaro

Relatório não foi votado na comissão 

O relatório da base governista chegou a ser apresentado na sexta-feira, mas não foi colocado em votação.

A estratégia era que o documento fosse analisado após a rejeição do relatório original, já que a base do governo afirmava ter maioria na CPMI.

No entanto, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), encerrou a sessão sem permitir a apresentação do novo texto.

Entenda a rejeição ao relatório da CPMI

A CPMI do INSS rejeitou, na madrugada de sábado (28), o relatório final que investigava o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

O documento foi elaborado pelo relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) e previa o indiciamento de 216 pessoas.

Entre os nomes incluídos estava o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”.

A votação terminou com:

  • 19 votos contrários
  • 12 votos favoráveis

Governo mobilizou aliados para votação

Para barrar o relatório de Gaspar, integrantes do governo articularam a presença de aliados na sessão.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) viajou de Salvador a Brasília no mesmo dia para participar da votação.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, foi exonerado do cargo para reassumir sua cadeira no Senado e votar. A suplente, Margareth Buzetti, integra a oposição ao governo.

O que acontece agora

Mesmo sem aprovação na CPMI, o relatório elaborado pela base governista será encaminhado às autoridades.

A medida leva o caso diretamente à Polícia Federal e ao STF, que poderão analisar o conteúdo do documento.

Para acompanhar os próximos desdobramentos, é importante ficar atento às atualizações sobre o caso do INSS e às decisões dos órgãos responsáveis.

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Aécio de Paula
Aécio de Paula
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e pós-graduado em Direitos Humanos pela mesma instituição. Atua na produção, edição e apuração de conteúdos sobre política, economia, sociedade e cultura, com experiência em redações e portais de notícia.

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