Consignado do Auxílio: quando vou poder solicitar?

Ministério da Cidadania regulamentou oficialmente o consignado do Auxílio Brasil. Contudo, o fato é que os cidadãos ainda precisam esperar mais um pouco
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O texto que libera o consignado para os usuários do programa Auxílio Brasil está oficialmente regulamentado. Nesta terça-feira (27), o Governo Federal publicou as regras que devem guiar as solicitações nos próximos meses. Contudo, isto não quer dizer que os usuários já podem correr para fazer a solicitação.

Logo depois da publicação das regras pelo Ministério da Cidadania, os bancos que possuem interesse em atuar nesta linha precisam verificar as condições para saber qual vai ser a postura do banco. Cada instituição pode definir uma data diferente para o início das operações a partir de agora.

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O Banco do Brasil, por exemplo, disse que está analisando as condições impostas pelo Governo Federal para decidir se vai entrar ou não nesta linha. Informações de bastidores dão conta de que os diretores da instituição estão propensos a não entrarem neste processo, mas uma informação oficial ainda é esperada.

A Caixa Econômica Federal já tinha anunciado que operaria nesta linha. A presidente da instituição, Daniella Marques, chegou a dizer que o banco ofereceria as taxas de juros mais baixas. Depois da regulamentação, a Caixa afirma que está analisando as condições impostas pelo governo para somente depois falar em datas.

O Banco Pan anunciou que também está analisando a situação das condições do Governo, mas por ora não está oferecendo o consignado. O Safra e o Agibank também disseram que estão em fase de análise de dados e evitaram cravar uma data para a liberação do saldo para os usuários do Auxílio Brasil.

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Alguns já negaram o consignado

É importante frisar que boa parte dos maiores bancos do país já anunciaram que não devem operar a linha do consignado do Auxílio Brasil. Eles deram esta confirmação mesmo antes da regulamentação do texto pelo Ministério da Cidadania.

O Itaú, por exemplo, disse que não há nenhuma possibilidade de oferecer o crédito nem agora e nem no futuro. O Bradesco disse que a opção de oferecer um crédito para um público vulnerável não está nos planos da instituição.

Idec

Depois da regulamentação, a coordenadora do programa de Serviços Financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorin, criticou o texto e disse que o Governo Federal estaria preocupado apenas com as eleições.

“A gente está falando de pessoas que entram nesse programa com restrição alimentar por falta de políticas públicas. Então querer trazer um recurso que terá este efeito imediato e que deixará um rastro de endividamento é uma medida extremamente abusiva”, seguiu.

“O caráter eleitoreiro não pode ser descartado. Infelizmente é uma medida política, que não traz nenhum beneficio para quem vai tomar esse crédito agora nessa onda de oba-oba eleitoral”, completou.

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