O Corinthians não cumpriu o pagamento da primeira parcela do 13º salário destinado aos funcionários contratados via CLT no Parque São Jorge. O valor deveria ter sido depositado na última sexta-feira (28), mas o repasse não ocorreu.
A informação foi confirmada pelo próprio clube, que reconheceu o atraso e garantiu que tenta solucionar a pendência. “O Corinthians reconhece e trabalha para sanar os problemas o quanto antes”, afirmou o Timão ao responder à reportagem.
Clube tenta reorganizar as contas
O episódio ocorre em meio a um cenário de forte pressão financeira. O Corinthians vive uma crise que dificulta o pagamento de credores e se agrava com uma dívida bruta que ultrapassa R$ 2,7 bilhões. Diante desse quadro, a gestão de Osmar Stabile busca alternativas para aliviar o caixa.
Entre as medidas estudadas estão cortes de despesas em diferentes setores e a possibilidade de contratar um empréstimo de R$ 100 milhões junto à Liga Forte União (LFU). A diretoria avalia que essas ações podem oferecer um fôlego enquanto tenta estabilizar a situação.
Próximos compromissos do Corinthians
O time volta a campo nos seguintes confrontos:
- Fortaleza (F) – 03/12, às 19h (Brasília) – Brasileirão
- Juventude (C) – 07/12, às 16h (Brasília) – Brasileirão
O 13º salário
O 13º salário é um pagamento obrigatório previsto na legislação trabalhista brasileira. Ele funciona como uma gratificação anual calculada a partir do salário do trabalhador, tendo como base cada mês trabalhado ao longo do ano.
Quem possui contrato formal via CLT tem direito a receber o valor, que costuma ser dividido em duas parcelas: a primeira até o fim de novembro e a segunda até dezembro.
O cálculo considera o salário integral e o número de meses trabalhados. Assim, quem atuou durante todo o ano recebe o equivalente a um salário adicional, enquanto quem trabalhou apenas parte do período recebe uma quantia proporcional.
O benefício costuma ser fundamental para o planejamento financeiro de muitas famílias, especialmente no fim do ano.
Quando o pagamento não ocorre no prazo, a recomendação é que o trabalhador busque inicialmente diálogo interno com o empregador para verificar a previsão de regularização, como ocorre agora no Corinthians.
Caso o problema persista, é possível procurar orientação jurídica ou recorrer aos canais oficiais de fiscalização trabalhista. A legislação prevê penalidades para empregadores que não efetuam o depósito dentro do período determinado.
O episódio reforça como a organização financeira é essencial para evitar atrasos e garantir que direitos básicos, como o 13º salário, sejam cumpridos de acordo com o determina a lei.