Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

IR entra em vigor agora: quem fica isento e quem vai pagar mais

Reforma do Imposto de Renda entra em vigor e amplia isenção, muda desconto no salário e cria imposto mínimo para alta renda

Aécio de Paula
Escrito porAécio de Paula
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IR entra em vigor agora: quem fica isento e quem vai pagar mais
Foto: Reprodução

A reforma do Imposto de Renda, sancionada em novembro, começa a valer a partir deste mês de janeiro. As novas regras ampliam a faixa de isenção, alteram o desconto mensal no salário e criam mudanças para contribuintes de alta renda e para quem recebe dividendos.

A medida beneficia milhões de trabalhadores já no pagamento do salário e redefine a tributação da renda no país. Parte dos efeitos, no entanto, só será sentida de forma completa nos próximos anos, na declaração anual.

Quem passa a ficar isento do Imposto de Renda

A principal mudança da reforma é a ampliação da faixa de isenção mensal.

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Agora, trabalhadores com renda de até R$ 5 mil por mês ficam totalmente isentos do Imposto de Renda. Antes, a isenção alcançava apenas quem ganhava até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.036.

Segundo o governo, cerca de 15 milhões de brasileiros deixam de pagar o imposto com a nova regra. A estimativa é de uma renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões.

Para quem se enquadra nesse grupo, a economia pode chegar a até R$ 4 mil por ano, considerando também o décimo terceiro salário.

Desconto parcial para salários de até R$ 7.350

A reforma cria uma faixa intermediária de alívio no imposto, evitando aumentos bruscos na cobrança.

Quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês passa a ter isenção parcial, com desconto progressivo no valor do imposto. À medida que a renda aumenta, o benefício diminui gradualmente.

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Acima de R$ 7.350 mensais, não há alteração. Segue valendo a tabela progressiva atual, com alíquota máxima de 27,5%.

Exemplos de impacto no seu bolso

Os efeitos variam conforme a renda:

– Salário de R$ 5.500: redução de cerca de 75% no imposto mensal
– Salário de R$ 6.500: economia aproximada de R$ 1.470 por ano
– Salário de R$ 7.000: economia em torno de R$ 600 por ano

O valor final depende do cálculo individual, de outras fontes de renda e das deduções aplicáveis.

O que muda no desconto da folha de janeiro

As alterações começam a ser sentidas de forma imediata.

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Quem passa a ter isenção total ou parcial deixa de sofrer a retenção integral do Imposto de Renda na fonte sobre o salário de janeiro, pago no fim do mês ou no início de fevereiro.

Mesmo assim, a obrigação de declarar o Imposto de Renda permanece. Em 2026, a declaração seguirá sendo referente ao ano-base 2025, quando a nova regra ainda não estava em vigor.

Imposto mínimo para contribuintes de alta renda

Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo, voltado a rendas mais altas.

Entram nessa regra contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil, o equivalente a R$ 50 mil por mês. A alíquota mínima é progressiva e pode chegar a 10%.

Quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano passa a ter uma alíquota mínima efetiva de 10%.

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A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil brasileiros sejam afetados.

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