domingo,
18 de janeiro de 2026

IRPF 2026 tem nova faixa de isenção de R$ 5 mil. Quem precisa declarar?

Veja se com a nova tabela você está isento ou precisa declarar

A Receita Federal deu início ao ciclo do Imposto de Renda de 2026 sob o impacto de uma reforma histórica na tabela progressiva.

A principal mudança, que promete aliviar o orçamento de milhões de famílias, é a ampliação da faixa de isenção para rendimentos tributáveis de até R$ 5 mil mensais. 

A medida representa um marco na política fiscal brasileira e exige atenção redobrada dos contribuintes para entender os novos limites e as contrapartidas arrecadatórias do Governo Federal.

Com o novo teto, estima-se que 16 milhões de brasileiros deixem de pagar o tributo ou tenham sua carga reduzida. O ajuste visa corrigir distorções acumuladas pela inflação nos últimos anos, devolvendo o poder de compra à classe média baixa e aos trabalhadores assalariados.

Transição e a regra para rendas superiores

O novo modelo não beneficia apenas quem está abaixo dos R$ 5 mil. O governo implementou uma faixa de transição para evitar o chamado “abismo fiscal” — quando um pequeno aumento salarial gera uma carga tributária desproporcional.

  • Isenção Total: Contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil.
  • Desconto Parcial: Brasileiros com rendimentos entre R$ 5 mil e um e R$ 7.350,00. Para este grupo, o imposto será calculado de forma progressiva e decrescente, garantindo um abatimento no valor final devido.
  • Tabela Tradicional: Para rendas acima de R$ 7.350,00, as alíquotas e as deduções permanecem seguindo o regramento dos anos anteriores, sem novos benefícios.

Compensação dos super-ricos

A ampliação da isenção gera uma renúncia fiscal significativa. Segundo projeções do Ministério da Fazenda, a União deixará de arrecadar cerca de R$ 31,2 bilhões em 2026. 

Para equilibrar a balança fiscal e cumprir as metas do arcabouço econômico, o governo instituiu uma medida de compensação baseada na progressividade tributária.

Foi criado um Imposto Mínimo sobre a Alta Renda. A nova regra estabelece que contribuintes com rendimentos superiores a R$ 50 mil mensais (ou R$ 600 mil anuais) estarão sujeitos a uma alíquota mínima efetiva, impedindo que deduções excessivas reduzam drasticamente o imposto pago pelos estratos mais ricos da população. 

A expectativa é que essa nova taxação gere uma arrecadação de R$ 34,1 bilhões, compensando a isenção da base da pirâmide.

Tabela do IR 2026

Renda Mensal Status perante a Receita Federal Impacto Esperado
Até R$ 5.000 Isento de IRPF Alívio imediato no contracheque.
R$ 5.000,01 a R$ 7.350 Tributação com desconto parcial Pagamento de imposto menor que em 2025.
Acima de R$ 7.350 Segue tabela tradicional Sem alteração na carga tributária.
Acima de R$ 50.000 Sujeito ao Imposto Mínimo Aumento na contribuição efetiva.

Documentação e cuidados próximos

Apesar da isenção, especialistas alertam que ser isento do pagamento do imposto não significa, necessariamente, estar desobrigado de entregar a declaração. 

A Receita Federal deve divulgar em breve os limites de patrimônio (como posse de imóveis e veículos) que obrigam a entrega do documento, mesmo para quem ganha menos de R$ 5 mil.

A recomendação é que o contribuinte organize desde já seus comprovantes de rendimentos, recibos médicos e informes bancários. O período de entrega deve ocorrer, como de costume, entre março e maio de 2026.

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Ana Lima
Ana Lima
Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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