sexta-feira,
6 de fevereiro de 2026

IRPF: Entenda mais sobre o cálculo e faixas

O imposto não é aplicado de maneira linear sobre o total da renda bruta; é imposto em porções (faixas), cada uma com sua respectiva alíquota

O Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) representa um dos principais mecanismos de arrecadação e política fiscal no Brasil.

O modelo de cobrança é fundamentado na capacidade de contribuição dos indivíduos, utilizando uma tabela de alíquotas progressivas onde aqueles com uma renda mais elevada são submetidos a taxas mais altas.

Para o exercício fiscal de 2026, assim como para os anos que influenciam o planejamento tributário nesse período, a atualização das faixas de isenção e das alíquotas apresenta-se como um tema crucial nas discussões econômicas, afetando diretamente tanto o poder aquisitivo das famílias quanto a arrecadação do governo federal.

Compreender a nova estrutura de faixas é vital para a elaboração de um planejamento financeiro eficaz.

Mudanças nas faixas não apenas definem quem é obrigado a pagar o imposto, mas também alteram a alíquota efetiva — a proporção real da renda que sofre tributação após a aplicação das deduções legais.

Diante dessa realidade, a procura por ferramentas de simulação torna-se comum, exigindo um entendimento claro sobre como as variáveis de renda bruta, deduções e alíquotas se combinam no cálculo final.

Simulação e cálculo do imposto

Para entender a lógica que sustenta um simulador da nova tabela do imposto de renda de 2026 com faixas atualizadas e alíquotas, é necessário analisar a metodologia de cálculo progressivo utilizada pela Receita Federal.

O imposto não é aplicado de maneira linear sobre o total da renda bruta; é imposto em porções (faixas), cada uma com sua respectiva alíquota.

A base de cálculo é determinada pela subtração das deduções legais da renda bruta (como contribuições ao INSS, dependentes, e despesas médicas e educacionais) ou, alternativamente, pela utilização do desconto simplificado, quando este se mostrar mais vantajoso.

Progressividade e parcela dedutível

O cálculo baseia-se no entendimento de que a alíquota é aplicada somente sobre a quantia que ultrapassa o limite da faixa anterior. Para simplificar essa operação matemática, recorre-se à “parcela a deduzir”. A fórmula padrão utilizada em qualquer simulação precisa é:

Imposto Devido = (Base de Cálculo × Alíquota) – Parcela a Deduzir.

As faixas projetadas demonstram uma tendência de aumento das isenções.

Embora os valores específicos dependam da aprovação legislativa final para o ano de 2026, a estrutura analítica permanece dividida em níveis de renda, geralmente organizados da seguinte maneira (valores aproximados baseados em projecções de correção):

  • Faixa 1 (Isenção): Até o limite estipulado (por exemplo, dois salários mínimos ou um teto específico). Alíquota de 0%.
  • Faixa 2: Renda que supera a isenção até o limite intermediário. Alíquota de 7,5%.
  • Faixa 3: Renda intermediária. Alíquota de 15%.
  • Faixa 4: Renda média-alta. Alíquota de 22,5%.
  • Faixa 5: Renda que ultrapassa o teto da faixa 4. Alíquota de 27,5%.

Ao utilizar um simulador, o contribuinte precisa inserir a renda bruta mensal, e o sistema automaticamente aplicará a dedução simplificada (atualmente definida para assegurar a isenção de quem recebe até um certo piso) ou as deduções legais para determinar a base de cálculo real.

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Thais Rodrigues
Thais Rodrigues
Formada em Jornalismo desde 2009 pela Unicsul e também pós-graduada em Jornalismo Esportivo pelo Centro Universitário FMU. Atualmente trabalhando nas áreas de redação, marketing e assessoria de imprensa.

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