Quem retirou valores do FGTS ao longo de 2025 deve incluir a informação na declaração do Imposto de Renda 2026, caso esteja dentro das regras de obrigatoriedade do IR.
O saque, por si só, não obriga a declarar, mas precisa ser informado por quem já deve prestar contas à Receita.
Quando o saque do FGTS precisa ser declarado
A exigência vale para diferentes situações de retirada do fundo. Entre elas:
- Saque-aniversário
- Demissão sem justa causa
- Compra de imóvel
- Aposentadoria
- Doenças graves
- Calamidade
- Morte do empregador
- Idade acima de 70 anos
Em todos esses casos, o valor recebido deve aparecer na declaração, desde que o contribuinte já seja obrigado a declarar o Imposto de Renda.
Como declarar o FGTS no IR 2026
O valor sacado deve ser informado como rendimento isento. Para preencher corretamente, o contribuinte deve seguir este caminho no programa do IR 2026:
- Acessar a ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”
- Clicar em “Novo”
- Selecionar o código 04 (FGTS)
- Informar o beneficiário
- Inserir o CNPJ da Caixa: 00.360.305/0001-04
- Preencher o valor total sacado em 2025
FGTS não gera imposto, mas exige atenção
O saque do FGTS não é tributado. Mesmo assim, a informação precisa constar na declaração para evitar inconsistências nos dados enviados à Receita.
Vale lembrar que apenas quem já se enquadra nas regras de obrigatoriedade do Imposto de Renda deve incluir esses valores.
Se você fez algum saque em 2025, é importante reunir os dados com antecedência para facilitar o preenchimento no momento da declaração.
Entendendo o FGTS
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é uma reserva criada para proteger o trabalhador em momentos específicos da vida profissional e pessoal. Ele é formado por depósitos mensais feitos pelo empregador, equivalentes a 8% do salário, em uma conta vinculada ao contrato de trabalho.
Esse valor não é descontado do salário do trabalhador. O dinheiro fica guardado e só pode ser acessado em situações previstas em lei. Entre as principais estão a demissão sem justa causa, a aposentadoria e a compra da casa própria.
Além disso, o FGTS também pode ser utilizado em casos como doenças graves, calamidade pública e pelo saque-aniversário, modalidade que permite retiradas anuais de parte do saldo.
Em situações específicas, como idade acima de 70 anos ou falecimento do empregador, o saque também é autorizado.
Na prática, o fundo funciona como uma espécie de proteção financeira. Ele ajuda o trabalhador a enfrentar períodos de instabilidade ou a realizar objetivos importantes, como adquirir um imóvel.
Por isso, acompanhar o saldo e manter os dados atualizados é fundamental para garantir o acesso ao benefício quando necessário.