Lula promete manter aumento real do salário mínimo e critica concentração de renda
Durante sabatina no Jornal Nacional, o presidente Lula afirmou que pretende manter a política de valorização do salário mínimo. Ele também comentou propostas para renegociar dívidas e perdoar débitos de microempreendedores individuais.

O reajuste do salário mínimo acima da inflação foi reafirmado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sabatina do Jornal Nacional, na quinta-feira (15 de outubro de 2026). Candidato à reeleição, o presidente defendeu a política de valorização salarial e contestou economistas que consideram a medida problemática para a economia.
Por que Lula defende o aumento real do salário mínimo?
Durante a entrevista, Lula afirmou que o dinheiro distribuído entre mais pessoas pode impulsionar a economia por meio do consumo. Segundo ele, o trabalhador e os pequenos empreendedores devem estar no centro das políticas econômicas.
O presidente declarou que pretende manter os aumentos do salário mínimo acima da inflação, garantindo ganho real aos trabalhadores.
A política também tem impacto sobre benefícios vinculados ao piso nacional, como aposentadorias do INSS e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Lula contrapôs sua posição à de Flávio Bolsonaro (PL), que, segundo a reportagem, avalia encerrar a política de valorização do salário mínimo.
O que Lula disse sobre o endividamento das famílias?
Questionado sobre o endividamento, que, segundo a reportagem, atinge 81% da população, Lula citou as iniciativas do Desenrola para renegociar débitos.
O presidente destacou o Desenrola 3, que prevê a compra de dívidas de pequeno valor. A expectativa apresentada por ele é obter descontos superiores a 90% para dívidas de até R$ 4 mil, em uma operação que, segundo sua declaração, poderá envolver R$ 150 bilhões.
Esses valores foram apresentados pelo presidente durante a sabatina e representam as condições esperadas para a iniciativa, não uma garantia de desconto para todos os devedores.
Como funcionaria o perdão de dívidas do MEI?
Lula também mencionou uma proposta de perdão de aproximadamente R$ 12,7 bilhões em dívidas ativas da União de microempreendedores individuais (MEIs).
Segundo o presidente, muitos desses débitos dificilmente seriam pagos, mas a negativação impede que empreendedores regularizem sua situação e iniciem novos negócios.
A medida, conforme explicou, busca permitir que micro e pequenos empresários comecem novamente suas atividades. A declaração não detalha, porém, os critérios de elegibilidade nem os procedimentos para adesão.
O que esperar da política de valorização salarial?
Lula reafirmou que pretende manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação caso seja reeleito. A declaração reforça sua defesa do aumento real da renda como instrumento para estimular o consumo e movimentar a economia.
A continuidade da política, no entanto, depende das decisões do governo e das regras aplicáveis a cada período. Durante a sabatina, o presidente também associou sua estratégia econômica à renegociação de dívidas e ao apoio a pequenos empreendedores.
