quinta-feira,
12 de fevereiro de 2026

Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer; quem recebe e o que muda

Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026. Entenda como o valor foi calculado, quem recebe e os impactos na economia e no INSS

O salário mínimo nacional passou a ser de R$ 1.621,00 a partir de 1º de janeiro de 2026. O novo valor representa aumento de R$ 103,00 em relação ao ano anterior e afeta trabalhadores, aposentados, pensionistas e as contas públicas.

A mudança vai além da folha de pagamento. O reajuste influencia o consumo, os benefícios do INSS e o equilíbrio fiscal do país.

Como o salário mínimo de 2026 foi calculado

O valor não é definido de forma aleatória. O Brasil adota atualmente uma Política de Valorização Permanente.

Para chegar aos R$ 1.621,00, foram considerados dois indicadores principais:

  • Inflação medida pelo INPC: índice que acompanha o custo de vida das famílias de baixa renda nos últimos 12 meses. Em 2026, a correção foi de aproximadamente 4,62%, preservando o poder de compra.
  • Crescimento do PIB de dois anos antes (2024): esse desempenho é incorporado ao cálculo para garantir ganho real acima da inflação.

Existe ainda uma regra no novo arcabouço fiscal que limita o ganho real entre 0,6% e 2,5% ao ano, com o objetivo de manter as contas públicas sob controle.

Quem é impactado pelo novo valor

O salário mínimo serve de referência para milhões de brasileiros.

Entre os principais grupos atingidos estão:

  • Trabalhadores que recebem o piso nacional
  • Aposentados e pensionistas do INSS
  • Beneficiários do BPC

Como esses benefícios são atrelados ao mínimo, o reajuste ocorre de forma automática.

Por que alguns estados pagam acima do mínimo nacional

Em estados como Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o valor do piso pode ser maior.

A Constituição permite a criação de pisos regionais. Isso ocorre principalmente por dois motivos:

  • Custo de vida mais elevado em grandes centros urbanos
  • Autonomia para definir valores para categorias sem sindicato ou convenção coletiva

No Paraná, por exemplo, o piso pode chegar a R$ 2.105,34 na faixa inicial.

O efeito do aumento na economia

O reajuste do salário mínimo tem reflexos diretos no bolso do trabalhador e no funcionamento da economia.

Impactos no consumo

Com mais renda disponível, há tendência de maior circulação de dinheiro no comércio local. O consumo de alimentos, vestuário e serviços básicos pode crescer.

Estima-se que o reajuste do mínimo, somado à nova faixa de isenção do Imposto de Renda, injete cerca de R$ 110 bilhões na economia em 2026.

Impactos nas contas públicas e empresas

Como aposentadorias e benefícios são vinculados ao mínimo, cada real de aumento gera impacto significativo nas despesas do governo.

Pequenas empresas também sentem o efeito. O reajuste eleva custos com folha de pagamento e encargos como FGTS e INSS. Em alguns casos, isso pode resultar em repasse de preços ao consumidor.

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Aécio de Paula
Aécio de Paula
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e pós-graduado em Direitos Humanos pela mesma instituição. Atua na produção, edição e apuração de conteúdos sobre política, economia, sociedade e cultura, com experiência em redações e portais de notícia.

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