O salário mínimo nacional passou a ser de R$ 1.621,00 a partir de 1º de janeiro de 2026. O novo valor representa aumento de R$ 103,00 em relação ao ano anterior e afeta trabalhadores, aposentados, pensionistas e as contas públicas.
A mudança vai além da folha de pagamento. O reajuste influencia o consumo, os benefícios do INSS e o equilíbrio fiscal do país.
Como o salário mínimo de 2026 foi calculado
O valor não é definido de forma aleatória. O Brasil adota atualmente uma Política de Valorização Permanente.
Para chegar aos R$ 1.621,00, foram considerados dois indicadores principais:
- Inflação medida pelo INPC: índice que acompanha o custo de vida das famílias de baixa renda nos últimos 12 meses. Em 2026, a correção foi de aproximadamente 4,62%, preservando o poder de compra.
- Crescimento do PIB de dois anos antes (2024): esse desempenho é incorporado ao cálculo para garantir ganho real acima da inflação.
Existe ainda uma regra no novo arcabouço fiscal que limita o ganho real entre 0,6% e 2,5% ao ano, com o objetivo de manter as contas públicas sob controle.
Quem é impactado pelo novo valor
O salário mínimo serve de referência para milhões de brasileiros.
Entre os principais grupos atingidos estão:
- Trabalhadores que recebem o piso nacional
- Aposentados e pensionistas do INSS
- Beneficiários do BPC
Como esses benefícios são atrelados ao mínimo, o reajuste ocorre de forma automática.
Por que alguns estados pagam acima do mínimo nacional
Em estados como Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o valor do piso pode ser maior.
A Constituição permite a criação de pisos regionais. Isso ocorre principalmente por dois motivos:
- Custo de vida mais elevado em grandes centros urbanos
- Autonomia para definir valores para categorias sem sindicato ou convenção coletiva
No Paraná, por exemplo, o piso pode chegar a R$ 2.105,34 na faixa inicial.
O efeito do aumento na economia
O reajuste do salário mínimo tem reflexos diretos no bolso do trabalhador e no funcionamento da economia.
Impactos no consumo
Com mais renda disponível, há tendência de maior circulação de dinheiro no comércio local. O consumo de alimentos, vestuário e serviços básicos pode crescer.
Estima-se que o reajuste do mínimo, somado à nova faixa de isenção do Imposto de Renda, injete cerca de R$ 110 bilhões na economia em 2026.
Impactos nas contas públicas e empresas
Como aposentadorias e benefícios são vinculados ao mínimo, cada real de aumento gera impacto significativo nas despesas do governo.
Pequenas empresas também sentem o efeito. O reajuste eleva custos com folha de pagamento e encargos como FGTS e INSS. Em alguns casos, isso pode resultar em repasse de preços ao consumidor.