sexta-feira,
27 de fevereiro de 2026

Piso de até R$ 2.407 já está valendo; descubra qual estado aprovou

Piso regional passa de R$ 2,4 mil em 2026; entenda como funciona o salário mínimo estadual e veja os valores por grupo

Um estado brasileiro passou a adotar, em 2026, um piso regional bem acima do salário mínimo nacional. 

No Paraná, os valores podem chegar a R$ 2.407,90, conforme decisão validada pelo Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda.

As novas faixas salariais começaram a valer em 1º de janeiro e seguem até 31 de dezembro de 2026. A medida beneficia trabalhadores com carteira assinada que não possuem convenção coletiva ou piso definido por lei federal.

O que é o piso regional e como funciona

O piso estadual funciona como referência salarial para categorias que não contam com acordos coletivos. Ele serve como uma proteção adicional ao trabalhador, garantindo remuneração acima do salário mínimo nacional.

No Paraná, a definição dos valores considerou critérios técnicos, incluindo a inflação medida pelo INPC e a realidade econômica dos setores produtivos.

Valores do piso regional do Paraná em 2026

O estado dividiu os profissionais em quatro grupos, com salários distintos:

  1. Grupo I – R$ 2.105,34:  Trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca.
  2. Grupo II – R$ 2.181,63: Profissionais de serviços administrativos, comércio e manutenção.
  3. Grupo III – R$ 2.250,04: Trabalhadores da produção industrial.
  4. Grupo IV – R$ 2.407,90: Técnicos de nível médio.

A faixa mais alta representa uma diferença de R$ 786,90 em relação ao salário mínimo nacional de R$ 1.621 em 2026.

Paraná passa a liderar o ranking nacional

Com os novos valores, o Paraná assume a liderança entre os estados com piso regional mais alto do país em 2026.

Outras unidades da federação também adotam salários mínimos regionais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os valores variam conforme a política salarial de cada governo estadual.

Para trabalhadores paranaenses, a atualização pode representar aumento do poder de compra e impacto direto no orçamento mensal em um cenário de inflação e custo de vida elevado.

Acompanhar mudanças salariais e políticas trabalhistas é importante para entender direitos e oportunidades ao longo do ano.

Administrando o salário mínimo

Independentemente do valor recebido, o salário mínimo continua sendo a principal fonte de renda de milhões de brasileiros. 

Por isso, especialistas recomendam organizar o orçamento mensal, priorizando despesas essenciais como moradia, alimentação, transporte e saúde. 

Criar uma reserva financeira, mesmo que pequena, também pode ajudar a lidar com imprevistos e períodos de instabilidade. Outra orientação importante é evitar o endividamento e buscar informação sobre direitos trabalhistas e benefícios disponíveis. 

A educação financeira, aliada ao planejamento, pode contribuir para maior segurança e estabilidade ao longo do tempo, independentemente do estado onde o trabalhador vive.

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Aécio de Paula
Aécio de Paula
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e pós-graduado em Direitos Humanos pela mesma instituição. Atua na produção, edição e apuração de conteúdos sobre política, economia, sociedade e cultura, com experiência em redações e portais de notícia.

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