sexta-feira,
30 de janeiro de 2026

Piso salarial dos educadores tem reajuste

A medida liga reajustes do piso à inflação e ao desempenho das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica

Em 2026, haverá um reajuste de 5,4% no piso salarial dos educadores da rede pública de ensino básico. Assim, a remuneração mínima para uma carga horária de 40 horas semanais aumentará de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 a nível nacional.

Essa mudança foi oficializada por meio de uma medida provisória assinada pelo presidente Lula.

A nova legislação, que começou a valer na quinta-feira, 22 de janeiro, também atualiza a Lei do Piso Nacional do Magistério, criada em 2008, e estabelece novos critérios para o reajuste anual dos salários deste grupo.

A medida liga reajustes do piso à inflação e ao desempenho das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, o Fundeb.

O aumento traz um acréscimo nominal de R$ 262,86. Além disso, a proposta garante um aumento real para os educadores, já que supera em 1,5 ponto percentual a taxa de inflação registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor em 2025, que foi de 3,9%.

Sem a nova medida, o reajuste teria sido diminuto, apenas R$ 18, representando 0,37%.

A nova regra determina que o reajuste do piso ocorra anualmente, levando em conta a soma do INPC do ano anterior e 50% da média da variação real das receitas do Fundeb provenientes das contribuições de estados, do Distrito Federal e dos municípios, considerando os cinco anos anteriores à atualização.

O percentual de reajuste não poderá ser inferior à inflação do ano anterior.

Este novo critério substitui parâmetros que anteriormente pressionavam a taxa de reajuste para baixo, como o valor anual por aluno do Fundeb, afetado por mudanças estruturais no fundo e pela diminuição do número de matrículas.

Essas questões, que foram alvo de críticas de entidades sindicais, resultaram na criação, em 2023, de um fórum permanente para discutir a situação.

O critério para reajuste foi alvo de debates promovidos pelo Ministério da Educação, com a participação de grupos que representam diretores e secretários estaduais e municipais de educação durante os dois últimos anos.

A medida provisória deve ser analisada pelo Congresso Nacional em um prazo de até 120 dias, caso contrário, perderá a validade. A ministra das Relações Institucionais da Presidência, Gleisi Hoffmann, afirmou que o governo buscará uma rápida aprovação do reajuste junto aos parlamentares.

Compartilhe:

Thais Rodrigues
Thais Rodrigues
Formada em Jornalismo desde 2009 pela Unicsul e também pós-graduada em Jornalismo Esportivo pelo Centro Universitário FMU. Atualmente trabalhando nas áreas de redação, marketing e assessoria de imprensa.

Notícias relacionadas

Mais lidas da semana

App O Trabalhador