A projeção de elevação do salário mínimo para o ano que vem, que deve subir de R$ 1.518 para o valor de R$ 1.631, indica uma variação de 7,44% e gera repercussões significativas para aqueles que utilizam ou planejam obter empréstimos consignados.
Esse ajuste de valores tende a facilitar o acesso ao crédito consignado, ao mesmo tempo em que exige um cuidado maior por parte dos beneficiários.
Segundo uma sondagem realizada pela fintech meutudo, que contou com a participação de 4.532 pessoas, a maioria da população ainda não está ciente dessas mudanças. Entre os entrevistados, 56% afirmam que nunca ouviram falar sobre a nova margem consignável.
Além disso, 8% informaram que têm conhecimento do tema, porém não compreendem seu funcionamento. Somente 36% disseram estar cientes das modificações que entrarão em vigor no próximo ano.
A margem consignável estabelece a parte da renda que pode ser destinada ao pagamento das parcelas. Para os aposentados e pensionistas do INSS, esse limite continua fixado em 35% do benefício.
Com a nova atualização, aqueles que recebem um salário mínimo poderão dispor de até R$ 570,85 para comprometer mensalmente, o que representa um aumento de R$ 39,55 em comparação com o valor vigente.
Na prática, isso pode facilitar o acesso ao crédito, mas também eleva o risco de endividamento para aqueles que já têm outras despesas fixas.
Para os trabalhadores com registro formal, o processo é análogo: a dedução é feita diretamente na folha de pagamento, respeitando os limites acordados entre empregadores e instituições financeiras.
Assim, o aumento do salário mínimo afeta tanto o setor público quanto o privado. Ambos deverão seguir esse reajuste.
Especialistas alertam que, apesar do aumento no valor disponível para empréstimos, isso não se traduz em uma renda adicional.
Portanto, aposentados, pensionistas e trabalhadores devem ponderar sobre os juros, as condições e a real necessidade de empréstimo antes de decidir por novas parcelas.