O novo salário mínimo para o ano de 2026 já foi implementado, e aqueles que recebem o valor base do salário terão um aumento de 6,79%, passando de R$ 1.518 para R$ 1.621.
Essa atualização foi oficialmente anunciada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no último dia 10 de dezembro.
O reajuste é calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que foi acumulado até novembro, garantindo um aumento real que supera a inflação, mesmo que limitado pelas restrições do arcabouço fiscal.
De acordo com o indicador, houve uma variação de 0,03% em novembro, e a acumulação em doze meses chegou a 4,18%.
A previsão é que o novo valor do salário mínimo traga um impacto de R$ 81,7 bilhões na economia. Este cálculo leva em conta as consequências sobre a renda, o consumo e a arrecadação, mesmo em um cenário de limites fiscais mais rigorosos.
Remuneração a partir de 2026
Geralmente, os trabalhadores recebem o pagamento pelos serviços prestados em janeiro no início do mês seguinte, ou seja, em fevereiro.
Assim, aqueles que recebem um salário mínimo verão o valor de R$ 1.621 registrado em suas folhas de pagamento em fevereiro.
Definição de salário
O salário mínimo representa o montante mínimo que os empregadores são obrigados a pagar legalmente aos funcionários em troca do tempo e esforço dedicados à produção de bens e serviços no país.
Esse conceito está presente em quase todos os países ao redor do mundo, e existem diversas opiniões sobre suas vantagens e desvantagens.
O salário mínimo é uma questão social de grande relevância, que gira em torno da capacidade dos mercados de proporcionar uma distribuição de renda adequada para os trabalhadores com menos habilidades.
Para alguns, uma solução evidente para essa preocupação é a reestruturação política dos salários, com o objetivo de alcançar uma distribuição de renda que seja socialmente desejável.
Por essa razão, as leis que estabelecem um salário mínimo costumam estar inseridas em um contexto de política redistributiva, visando a diminuição da pobreza.