Com a chegada do novo ano, uma das perguntas mais frequentes nos balcões de atendimento da Previdência Social e nos mecanismos de busca da internet é: “O 13º salário do INSS será antecipado em 2026?”.
A dúvida não é por acaso. Desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020, o Governo Federal transformou o que era uma medida excepcional em uma ferramenta recorrente de política econômica, injetando bilhões de reais no mercado ainda no primeiro semestre.
Histórico da antecipação
A tradição de pagar o abono natalino dos aposentados e pensionistas nos meses de maio e junho (ou até antes) consolidou-se nos últimos seis anos. O objetivo central dessa estratégia é duplo: oferecer alívio financeiro imediato para uma das parcelas mais vulneráveis da população e estimular o consumo interno.
Especialistas explicam que o dinheiro nas mãos dos aposentados circula rapidamente. Como boa parte desse público utiliza o recurso para a compra de medicamentos, alimentos e pagamento de dívidas, o comércio local é o primeiro a sentir o reflexo positivo.
Para o governo, a vantagem é que a medida não gera um novo rombo fiscal. Como o 13º salário já é uma despesa prevista no Orçamento Geral da União, a antecipação representa apenas uma alteração no fluxo de caixa, e não um aumento de gastos.
Expectativa de confirmação em 2026
Até o momento, em janeiro de 2026, o governo ainda não publicou o decreto que oficializa o adiantamento para este exercício. No entanto, o mercado financeiro e as entidades de classe já trabalham com essa possibilidade como “muito provável”. A expectativa é alta justamente pela manutenção do padrão nos anos anteriores.
É importante destacar que, embora as especulações ganhem força em portais de notícias e redes sociais, o segurado deve agir com cautela no planejamento financeiro. Sem o decreto assinado pela Presidência da República, as datas oficiais de pagamento seguem, tecnicamente, o cronograma regular (agosto e novembro).
Caso a antecipação se confirme, o anúncio deve ocorrer nas próximas semanas. Assim, permitindo que a primeira parcela aconteça junto com o benefício de abril ou maio.
Quem tem direito ao 13º do INSS?
Se oficializada, a antecipação beneficiará mais de 35 milhões de brasileiros. O direito ao 13º salário (ou gratificação natalina) abrange os segurados que receberam durante o ano:
- Aposentadorias: em todas as suas modalidades (idade, tempo de contribuição, especial ou invalidez);
- Pensões por morte: destinadas aos dependentes do segurado;
- Auxílios: auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), auxílio-acidente e auxílio-reclusão.
Vale lembrar que beneficiários de programas assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), por lei, não têm direito ao 13º salário, o que gera discussões recorrentes no Congresso Nacional, mas sem alteração legislativa até o momento.
Planejamento financeiro
Enquanto o martelo não é batido em Brasília, a recomendação de economistas é que os aposentados não façam dívidas contando antecipadamente com esse valor.
A antecipação, embora ajude no primeiro semestre, significa que o segurado não terá esse reforço de renda no final do ano, período tradicionalmente marcado por gastos extras.
O monitoramento dos canais oficiais, como o portal Meu INSS e o Diário Oficial da União, continua sendo a única forma segura de confirmar o depósito.