sexta-feira,
23 de janeiro de 2026

Antecipação do 13º do INSS em 2026: Expectativa cresce entre 35 milhões de segurados

Entenda os impactos econômicos e o que falta para a oficialização do governo.

Com a chegada do novo ano, uma das perguntas mais frequentes nos balcões de atendimento da Previdência Social e nos mecanismos de busca da internet é: “O 13º salário do INSS será antecipado em 2026?”. 

A dúvida não é por acaso. Desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020, o Governo Federal transformou o que era uma medida excepcional em uma ferramenta recorrente de política econômica, injetando bilhões de reais no mercado ainda no primeiro semestre.

Histórico da antecipação

A tradição de pagar o abono natalino dos aposentados e pensionistas nos meses de maio e junho (ou até antes) consolidou-se nos últimos seis anos. O objetivo central dessa estratégia é duplo: oferecer alívio financeiro imediato para uma das parcelas mais vulneráveis da população e estimular o consumo interno.

Especialistas explicam que o dinheiro nas mãos dos aposentados circula rapidamente. Como boa parte desse público utiliza o recurso para a compra de medicamentos, alimentos e pagamento de dívidas, o comércio local é o primeiro a sentir o reflexo positivo. 

Para o governo, a vantagem é que a medida não gera um novo rombo fiscal. Como o 13º salário já é uma despesa prevista no Orçamento Geral da União, a antecipação representa apenas uma alteração no fluxo de caixa, e não um aumento de gastos.

Expectativa de confirmação em 2026

Até o momento, em janeiro de 2026, o governo ainda não publicou o decreto que oficializa o adiantamento para este exercício. No entanto, o mercado financeiro e as entidades de classe já trabalham com essa possibilidade como “muito provável”. A expectativa é alta justamente pela manutenção do padrão nos anos anteriores.

É importante destacar que, embora as especulações ganhem força em portais de notícias e redes sociais, o segurado deve agir com cautela no planejamento financeiro. Sem o decreto assinado pela Presidência da República, as datas oficiais de pagamento seguem, tecnicamente, o cronograma regular (agosto e novembro).

Caso a antecipação se confirme, o anúncio deve ocorrer nas próximas semanas. Assim, permitindo que a primeira parcela aconteça junto com o benefício de abril ou maio.

Quem tem direito ao 13º do INSS?

Se oficializada, a antecipação beneficiará mais de 35 milhões de brasileiros. O direito ao 13º salário (ou gratificação natalina) abrange os segurados que receberam durante o ano:

  • Aposentadorias: em todas as suas modalidades (idade, tempo de contribuição, especial ou invalidez);
  • Pensões por morte: destinadas aos dependentes do segurado;
  • Auxílios: auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), auxílio-acidente e auxílio-reclusão.

Vale lembrar que beneficiários de programas assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), por lei, não têm direito ao 13º salário, o que gera discussões recorrentes no Congresso Nacional, mas sem alteração legislativa até o momento.

Planejamento financeiro

Enquanto o martelo não é batido em Brasília, a recomendação de economistas é que os aposentados não façam dívidas contando antecipadamente com esse valor. 

A antecipação, embora ajude no primeiro semestre, significa que o segurado não terá esse reforço de renda no final do ano, período tradicionalmente marcado por gastos extras.

O monitoramento dos canais oficiais, como o portal Meu INSS e o Diário Oficial da União, continua sendo a única forma segura de confirmar o depósito.

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Ana Lima
Ana Lima
Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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