quinta-feira,
8 de janeiro de 2026

Beneficiários do BPC vão ganhar mais a partir de janeiro. Veja as datas!

Entenda as mudanças no BPC e como isso impacta quem recebe o benefício

No início de 2026, o valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC) passará a ser de R$ 1.621. O reajuste, que segue o novo piso nacional estabelecido pelo governo federal, é destinado a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social. 

A atualização busca garantir o poder de compra dos beneficiários e auxiliar no equilíbrio das despesas domésticas frente ao cenário econômico atual.

Vejamos a seguir as datas para janeiro e mais detalhes sobre este benefício assistencial.

BPC e o salário mínimo

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) tem como premissa garantir uma renda mensal equivalente a um salário mínimo para idosos (65 anos ou mais) e pessoas com deficiência que comprovem um estado de pobreza extrema. 

Por ser intrinsecamente atrelado ao piso nacional, o aumento de R$ 103 no salário mínimo – que salta de R$ 1.518 para R$ 1.621 – se transfere integralmente para o BPC.

Em 2026, portanto, o valor mensal do benefício passa a ser de R$ 1.621.

Quando o novo valor cairá na conta

Apesar de o novo salário mínimo ter vigência a partir de 1º de janeiro de 2026, a implementação do novo valor do BPC segue uma dinâmica própria.

O reajuste será sentido pelos beneficiários apenas no pagamento referente ao mês de janeiro, que é habitualmente realizado em fevereiro de 2026.

Isso significa que o depósito que ocorrerá no segundo mês do ano já virá corrigido para o novo patamar de R$ 1.621, aplicando-se tanto a quem já é segurado quanto aos novos aprovados.

Critérios de renda e elegibilidade

Com a elevação do piso nacional, o cálculo da renda familiar per capita para concessão do BPC também é readequado. O principal critério exige que a renda mensal por pessoa do grupo familiar não ultrapasse 1/4 do salário mínimo. Com o reajuste, este teto passará a ser de, aproximadamente, R$ 405,25.

Além desse limite, a legislação prevê uma faixa de vulnerabilidade ampliada, que pode chegar a meio salário mínimo (R$ 810,50), utilizada em avaliações específicas.

Os grupos que têm direito ao BPC permanecem inalterados:

  • Idosos: Pessoas com 65 anos ou mais.
  • Pessoas com Deficiência: Indivíduos de qualquer idade que comprovem impedimentos de longo prazo (físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais) e a condição de vulnerabilidade socioeconômica.

Para ambos os públicos, é indispensável a inscrição e a manutenção atualizada no Cadastro Único (CadÚnico), que se torna cada vez mais rigoroso em suas regras de recadastramento periódico.

Efeitos multiplicadores do reajuste

A correção do salário mínimo em 2026 opera como um vetor de reajuste para uma série de outros programas sociais e previdenciários. Além do BPC, milhões de brasileiros serão beneficiados com aumentos automáticos:

  • Benefícios Previdenciários (INSS): O piso das aposentadorias, pensões e auxílios será elevado para R$ 1.621.
  • Abono Salarial (PIS/Pasep): Os valores variam entre R$ 135,08 e R$ 1.621, conforme os meses de trabalho.
  • Seguro-Desemprego: O valor mínimo do seguro não pode ser inferior ao novo salário mínimo.
  • Seguro-Defeso: O auxílio concedido ao pescador artesanal também será corrigido para o novo piso nacional.

Essas mudanças, programadas para o início de 2026, reforçam o papel do salário mínimo como referência central para a política social e econômica do país.

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Ana Lima
Ana Lima
Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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