A biometria deixou de ser uma inovação tecnológica para se tornar peça fundamental na engrenagem do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Atualmente, o recurso é utilizado como ferramenta definitiva de identificação, funcionando tanto para reforçar a segurança contra golpes quanto para validar a identidade de segurados em processos cruciais, como a concessão de aposentadorias e pensões.
Diante desse novo cenário, a manutenção do cadastro biométrico atualizado passou a ser uma etapa obrigatória para evitar bloqueios indesejados e atrasos burocráticos.
Como o segurado deve agir
Para não ser pego de surpresa, o cidadão deve adotar uma postura proativa. O primeiro passo é acessar o aplicativo ou site Meu INSS e verificar o status da conta Gov.br.
Caso o nível de segurança seja “Bronze”, é recomendável elevá-lo para “Prata” ou “Ouro”, o que geralmente ocorre por meio do reconhecimento facial ou pela integração com selos bancários.
Se o sistema solicitar a validação facial, o segurado deve procurar um local iluminado, retirar acessórios como óculos ou boné e seguir as instruções da câmera do celular. Essa ação simples pode ser a diferença entre ter um benefício liberado ou travado por pendência cadastral.
Documentos que provam a vida
Embora o INSS esteja cruzando dados com outros órgãos públicos para realizar a prova de vida automática, em alguns casos o segurado ainda pode ser convocado para comprovar que está ativo. Além da biometria facial, diversos registros funcionam como “provas de vida” indiretas.
São válidos documentos que comprovem a movimentação do cidadão no último ano, como o comprovante de votação em eleições, registros de vacinação, realização de exames no Sistema Único de Saúde (SUS), renovação de passaporte ou da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Até mesmo o acesso presencial a balcões do INSS ou a contratação de empréstimo consignado via reconhecimento facial servem como evidência.
Cadastro desatualizado
Recurso de identificação digital torna-se obrigatório para garantir a segurança de aposentados e pensionistasIgnorar a regularização do cadastro biométrico traz riscos que vão além da simples burocracia. A ausência de confirmação pode gerar o bloqueio temporário de serviços digitais e aumentar significativamente o tempo de análise de requerimentos, uma vez que o INSS pode abrir exigências adicionais para comprovar a identidade do segurado.
Além disso, a biometria é a principal camada de defesa contra o uso indevido de benefícios por terceiros. Dificultando que golpistas consigam abrir contas ou solicitar pagamentos em nome de aposentados.
Realizar a prova de vida pelo celular
Atualmente, a prova de vida não exige mais o deslocamento até uma agência bancária, podendo-se resolver em poucos minutos através do reconhecimento facial.
Este processo utiliza a base de dados do Senatran (CNH) ou do TSE (Título de Eleitor).
- Preparação e Acess: Baixar o aplicativo Gov.br e acessar com CPF e senha.
- O Reconhecimento Facial: Ao clicar em “Autorizar”, o aplicativo ativará a câmera frontal do celular. O segurado deve seguir as instruções na tela:
- Confirmação do Status: Após a leitura da face, o aplicativo exibirá uma mensagem de sucesso. Para garantir que o registro tenha envio ao INSS, o cidadão pode consultar o aplicativo Meu INSS após 24 horas. Na aba “Prova de Vida”, o status deverá aparecer como “Realizada”.