Quem está aguardando a análise de um benefício do INSS recebeu uma boa notícia na virada do mês de julho para julho. O instituto informou que a fila do INSS voltou a cair e atingiu o menor nível dos últimos 21 meses. Além disso, os pedidos que estavam parados há mais tempo também registraram uma redução expressiva.
Segundo dados divulgados pelo INSS, havia 1,831 milhão de requerimentos aguardando análise em junho. Em fevereiro de 2026, esse número era de 3,128 milhões, o maior já registrado pelo órgão. Na prática, a fila diminuiu 41,4% em apenas quatro meses.
O avanço aconteceu principalmente nos processos que ultrapassavam 45 dias de espera. Em janeiro, cerca de 1,882 milhão de pessoas aguardavam há mais de um mês e meio pela resposta do instituto. Em junho, esse total caiu para 555 mil.
Essa redução é importante porque, quando o benefício é concedido após esse prazo, o INSS pode ter de pagar correção monetária pelos atrasos. Por isso, o instituto afirma que o foco tem sido acelerar justamente os processos mais antigos, reduzindo o impacto para os segurados e também para os cofres públicos.
Já os pedidos com até 45 dias de espera permaneceram praticamente estáveis. Em janeiro eram 812 mil requerimentos nessa situação. Em junho/26, o número passou para 825 mil. Como esse período ainda está dentro do prazo considerado adequado pela legislação previdenciária, o dado não é visto como um sinal de piora.
Outro grupo que chamou atenção foi o dos processos em exigência. Esse status significa que o INSS identificou a necessidade de documentos ou informações complementares antes de concluir a análise. Nesses casos, a contagem do prazo fica suspensa até que o próprio segurado envie o que foi solicitado. Em junho, havia 451 mil pedidos nessa condição.
Além disso, os números de junho mostram um ritmo mais intenso de trabalho. Somente no último mês, a fila foi reduzida em cerca de 360 mil requerimentos. Desse total, 210 mil eram processos que aguardavam análise havia mais de 45 dias.
Espera fila INSS tem menor baixa desde 2021
Outro indicador que melhorou foi o tempo médio de espera. Em 2021, a análise levava, em média, 108 dias. No ano passado, esse prazo caiu para 50 dias. Agora, em junho de 2026, a média ficou em 48 dias.
As informações foram divulgadas pelo próprio INSS e detalhadas a partir dos dados oficiais apresentados pelo instituto.
Fonte: Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dados divulgados pelo jornal Extra