Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Fraude no INSS: PF indicia ex-presidente por corrupção em esquema bilionário

A Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito da Operação Sem Desconto e indiciou 48 pessoas por suspeita de participação em um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios do INSS. Entre os investigados está o ex-presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto.

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Fraude no INSS: PF indicia ex-presidente por corrupção em esquema bilionário
Fraude no INSS: primeiro inquérito da Operação Sem Desconto aponta esquema bilionário de descontos indevidos e indicia 48 investigados, incluindo o ex-presidente da autarquia.

A Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito da Operação Sem Desconto e indiciou 48 pessoas por suspeita de participação na fraude INSS. Entre os investigados está o ex-presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto, apontado pela corporação como um dos envolvidos em crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a investigação, o grupo teria atuado em um esquema que causou prejuízos estimados em cerca de R$ 6 bilhões a aposentados e pensionistas. A apuração começou em abril de 2025 e ainda terá novos desdobramentos envolvendo outras entidades e investigados.

Fraude no INSS: o que aponta a investigação da PF

De acordo com o relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Stefanutto teria recebido pagamentos mensais para deixar de fiscalizar entidades responsáveis pelos descontos aplicados nos benefícios previdenciários. A Polícia Federal afirma que os repasses ilegais chegaram a aproximadamente R$ 250 mil por mês.

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Ainda conforme a investigação, parte do dinheiro teria sido transferida por meio de empresas de fachada, entre elas uma pizzaria. Além do ex-presidente do INSS, a PF indiciou o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, e o ex-diretor de Benefícios, André Fidelis. Os três estão presos preventivamente desde o fim de 2025.

As defesas dos investigados ainda não se manifestaram sobre o conteúdo do relatório. A defesa de Stefanutto informou apenas que ainda não teve acesso ao documento de indiciamento.

O foco desta etapa da investigação é a atuação da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). A Polícia Federal afirma que encontrou planilhas com registros de pagamentos de propina e identificou movimentações bancárias compatíveis com os valores anotados nesses documentos.

O presidente da entidade, Carlos Roberto Ferreira Lopes, também foi indiciado por suspeita de crimes como corrupção e organização criminosa. Até a publicação desta reportagem, sua defesa não havia se pronunciado.

Segundo a PF, Virgílio Antônio Ribeiro Filho teria recebido pelo menos R$ 6,5 milhões em propinas. Já André Fidelis teria recebido cerca de R$ 3,4 milhões.

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Agora, o relatório será analisado pelo ministro André Mendonça, do STF. Em seguida, o material deverá ser encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresentará denúncia criminal contra os investigados.

O inquérito não trata das apurações envolvendo outras pessoas citadas em investigações paralelas, que continuam em andamento.

Fonte: Polícia Federal e informações divulgadas pelo Terra

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