quinta-feira,
8 de janeiro de 2026

INSS diz que trabalhador informal pode contribuir e garantir aposentadoria

Especialistas alertam que falta de informação afasta trabalhadores da rede de proteção do INSS

O crescimento do trabalho informal no Brasil — que abrange desde freelancers e vendedores independentes até prestadores de serviço eventuais — consolidou um mito perigoso: o de que quem trabalha sem carteira assinada está excluído da aposentadoria

Dados do sistema previdenciário, contudo, revelam o contrário. O ordenamento jurídico brasileiro permite que o trabalhador informal contribua de forma voluntária, garantindo não apenas a renda na velhice, mas proteção imediata contra imprevistos.

A falta de informação é o principal obstáculo. Muitos profissionais acreditam que a contribuição só é possível por meio do desconto em folha salarial. 

Ao ignorar as vias de contribuição individual ou facultativa, milhões de brasileiros deixam de computar tempo de serviço, o que pode retardar ou até inviabilizar o acesso ao benefício no futuro.

Tipos de Contribuintes

Para ingressar no sistema, o trabalhador informal deve identificar-se em uma das duas modalidades principais:

  • Contribuinte Individual: Destinado a quem exerce atividade remunerada por conta própria (autônomos).
  • Contribuinte Facultativo: Voltado para quem não possui renda própria (como estudantes ou donas de casa), mas deseja garantir a proteção previdenciária.

A contribuição ocorre mensalmente via Guia da Previdência Social (GPS). O valor escolhido impacta diretamente o cálculo do benefício: pagamentos sobre o salário mínimo garantem a aposentadoria básica, enquanto alíquotas maiores permitem benefícios de valor mais elevado.

Proteção vai além da velhice

A adesão ao INSS como contribuinte voluntário oferece uma “rede de segurança” que o trabalho informal, por si só, não provê. Além da aposentadoria por idade, o segurado passa a ter direito a:

  1. Auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);
  2. Salário-maternidade;
  3. Pensão por morte e auxílio-reclusão para os dependentes.

“Manter a regularidade nos pagamentos é essencial. A interrupção prolongada pode levar à perda da qualidade de segurado, suspendendo o direito a esses auxílios em momentos de emergência”, explicam especialistas do setor.

A inscrição pode ocorrer pelo site ou aplicativo Meu INSS, utilizando o número do PIS ou NIT.

Planejamento é a chave

Antes de iniciar os pagamentos, o planejamento é fundamental. Escolher o código de contribuição errado ou realizar pagamentos abaixo do mínimo exigido pode gerar problemas na hora de solicitar o benefício. 

A recomendação é que o trabalhador utilize o portal “Meu INSS” para simular o tempo de contribuição e entender qual alíquota melhor se adapta à sua realidade financeira e expectativa de renda futura.

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Ana Lima
Ana Lima
Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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