quinta-feira,
12 de fevereiro de 2026

Por que fraudes no INSS vieram à tona agora? Ministro explica

Ministro da CGU explica por que fraudes no INSS vieram à tona agora e comenta atuação do governo no combate à corrupção

Os casos de fraudes envolvendo o banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram em governos que, segundo o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho, não detectavam corrupção. 

A declaração foi feita nesta semana, durante participação no programa “Bom dia, ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

De acordo com o ministro, a revelação dos casos está ligada à atuação dos órgãos de controle e investigação no atual governo.

Comparação com exame médico

Durante a entrevista, Vinicius de Carvalho comparou o combate à corrupção ao funcionamento de um aparelho de ressonância magnética.

Ele explicou que uma cidade que possui o equipamento identifica doenças e registra casos. Já uma cidade que não dispõe da tecnologia pode afirmar que não há doentes simplesmente porque não investiga.

“O governo do presidente Lula é o governo em que tem ressonância magnética, é o governo em que as pessoas podem ter certeza que a CGU faz o seu trabalho, a Polícia Federal faz o seu trabalho, a receita federal faz o seu trabalho e todos os órgãos responsáveis por controle, fiscalização e investigação fazem o seu trabalho”, disse.

Lula, Bolsonaro e o tema da corrupção

O ministro afirmou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não politiza o combate à corrupção. Segundo ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) falava com frequência sobre o tema, mas não adotava medidas efetivas.

“É melhor um presidente que não politiza o tema da corrupção, como o presidente Lula não politiza e deixa as instituições trabalharem, do que um presidente que fala de corrupção todo dia como a gente tinha no Brasil e não fazia nada, não enfrentava o tema na verdade”, completou.

Pesquisa da OCDE e percepção de corrupção

Vinicius de Carvalho também citou resultados de uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que indicaria maior confiança dos brasileiros no setor público e no combate à corrupção.

Ao mesmo tempo, ele criticou levantamentos que medem apenas a percepção da população sobre o tema e apontam aumento nesse indicador.

“Se o índice ao detectar uma percepção pior da população sobre corrupção está detectando que na verdade isso está acontecendo por conta desses casos que estão sendo descobertos, o índice tem que ser discutido, tem que ser debatido”, disse ele.

“Porque o índice pode premiar a cidade que não tem ressonância magnética e qual é o sentido disso, qual é a utilidade disso”, disse.

O ministro defendeu que os indicadores sejam analisados à luz das investigações em andamento e da atuação dos órgãos de controle.

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Aécio de Paula
Aécio de Paula
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e pós-graduado em Direitos Humanos pela mesma instituição. Atua na produção, edição e apuração de conteúdos sobre política, economia, sociedade e cultura, com experiência em redações e portais de notícia.

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