sábado,
21 de fevereiro de 2026

Prova de vida digital: quem não fizer até maio terá benefício bloqueado

A prova de vida é um procedimento essencial para os beneficiários do INSS que assegura que o pagamento dos benefícios não será interrompido

A prova de vida é uma comprovação que os beneficiários do INSS devem realizar anualmente para confirmar que estão vivos. Esta ação é necessária para a continuidade do recebimento de benefícios, como aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Esse procedimento se configura como uma medida de segurança que o governo implantou para prevenir fraudes e pagamentos indevidos. A realização da prova de vida não apenas assegura a integridade do sistema previdenciário, mas também protege os recursos públicos.

Ao confirmar a existência do beneficiário, o INSS pode garantir que os recursos estão sendo direcionados corretamente, evitando desvios e fraudes que poderiam comprometer a sustentabilidade do sistema.

A prova de vida é um procedimento anual obrigatório para todos os beneficiários do INSS. Seu objetivo principal é comprovar que o titular do benefício está vivo e, assim, evitar fraudes e pagamentos indevidos. 

Este processo é crucial para a manutenção da integridade do sistema previdenciário brasileiro. Veja como fazer o procedimento até o mês de maio.

Quem deve realizar a prova de vida em 2026?

Todos os beneficiários do INSS que recebem aposentadorias, pensões ou auxílios são obrigados a realizar a prova de vida anualmente. Isso inclui:

  • Aposentados
  • Pensionistas
  • Beneficiários de auxílio-doença
  • Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC)

É importante ressaltar que mesmo os beneficiários que moram no exterior devem cumprir essa obrigação, embora o processo possa ser diferente para eles.

Período para regularizar a biometria é até maio

A partir de 1º de maio de 2026, a regra muda: quem solicitar novo benefício e não possuir biometria registrada em nenhum dos documentos aceitos precisará emitir a CIN (Carteira de Identidade Nacional) obrigatoriamente antes da conclusão do pedido.

Pessoas que devem se atentar ao prazo:

  • Quem nunca teve biometria coletada em CIN, CNH ou Título de Eleitor;
  • Solicitantes de benefícios após maio de 2026 sem biometria registrada;
  • Cidadãos emitindo o primeiro documento de identidade (geralmente maiores de 12 anos);
  • Todas as faixas etárias, exceto nos casos de dispensa previstos em lei.

Quem já recebe benefício não precisa se preocupar imediatamente: a exigência se aplica apenas a novos requerimentos.

Se o INSS identificar alguma pendência no cadastro, o beneficiário será orientado individualmente e terá tempo para regularizar, sem suspensão automática dos pagamentos. 

No caso de representação legal — menor, pessoa sob curatela ou tutela judicial — a regularização do responsável é essencial para garantir que o benefício não seja interrompido.

Como regularizar a biometria do INSS

  1. Verifique sua documentação: confirme se já possui CIN, CNH ou Título de Eleitor atualizado com biometria. Documentos antigos sem biometria precisam ser substituídos.
  2. Agende atendimento: utilize o Meu INSS ou ligue para o 135, informando seus dados e escolhendo local e horário disponíveis.
  3. Compareça no local agendado: leve os documentos originais. Pessoas com dificuldade de locomoção ou residentes em áreas remotas podem solicitar visita domiciliar ou atendimento pelo PREV Barco, conforme disponibilidade.
  4. Realize a coleta biométrica: impressões digitais e, se necessário, reconhecimento facial. Para menores ou curatelados, a biometria do responsável legal será registrada.
  5. Confirme a atualização: após o registro, confira no aplicativo se a biometria consta como atualizada. Documentação complementar pode ser solicitada e enviada em PDF.

Caso o cidadão ignore a necessidade de cadastramento biométrico após ser notificado, o benefício poderá ser suspenso até a regularização. O valor não é perdido, mas o bloqueio causa impacto financeiro imediato e riscos de atrasos.

Para menores ou pessoas sob curatela, é essencial que o responsável regularize a biometria para evitar interrupções no benefício.

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Ana Lima
Ana Lima
Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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