A prova de vida é uma comprovação que os beneficiários do INSS devem realizar anualmente para confirmar que estão vivos. Esta ação é necessária para a continuidade do recebimento de benefícios, como aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Esse procedimento se configura como uma medida de segurança que o governo implantou para prevenir fraudes e pagamentos indevidos. A realização da prova de vida não apenas assegura a integridade do sistema previdenciário, mas também protege os recursos públicos.
Ao confirmar a existência do beneficiário, o INSS pode garantir que os recursos estão sendo direcionados corretamente, evitando desvios e fraudes que poderiam comprometer a sustentabilidade do sistema.
A prova de vida é um procedimento anual obrigatório para todos os beneficiários do INSS. Seu objetivo principal é comprovar que o titular do benefício está vivo e, assim, evitar fraudes e pagamentos indevidos.
Este processo é crucial para a manutenção da integridade do sistema previdenciário brasileiro. Veja como fazer o procedimento até o mês de maio.
Quem deve realizar a prova de vida em 2026?
Todos os beneficiários do INSS que recebem aposentadorias, pensões ou auxílios são obrigados a realizar a prova de vida anualmente. Isso inclui:
- Aposentados
- Pensionistas
- Beneficiários de auxílio-doença
- Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC)
É importante ressaltar que mesmo os beneficiários que moram no exterior devem cumprir essa obrigação, embora o processo possa ser diferente para eles.
Período para regularizar a biometria é até maio
A partir de 1º de maio de 2026, a regra muda: quem solicitar novo benefício e não possuir biometria registrada em nenhum dos documentos aceitos precisará emitir a CIN (Carteira de Identidade Nacional) obrigatoriamente antes da conclusão do pedido.
Pessoas que devem se atentar ao prazo:
- Quem nunca teve biometria coletada em CIN, CNH ou Título de Eleitor;
- Solicitantes de benefícios após maio de 2026 sem biometria registrada;
- Cidadãos emitindo o primeiro documento de identidade (geralmente maiores de 12 anos);
- Todas as faixas etárias, exceto nos casos de dispensa previstos em lei.
Quem já recebe benefício não precisa se preocupar imediatamente: a exigência se aplica apenas a novos requerimentos.
Se o INSS identificar alguma pendência no cadastro, o beneficiário será orientado individualmente e terá tempo para regularizar, sem suspensão automática dos pagamentos.
No caso de representação legal — menor, pessoa sob curatela ou tutela judicial — a regularização do responsável é essencial para garantir que o benefício não seja interrompido.
Como regularizar a biometria do INSS
- Verifique sua documentação: confirme se já possui CIN, CNH ou Título de Eleitor atualizado com biometria. Documentos antigos sem biometria precisam ser substituídos.
- Agende atendimento: utilize o Meu INSS ou ligue para o 135, informando seus dados e escolhendo local e horário disponíveis.
- Compareça no local agendado: leve os documentos originais. Pessoas com dificuldade de locomoção ou residentes em áreas remotas podem solicitar visita domiciliar ou atendimento pelo PREV Barco, conforme disponibilidade.
- Realize a coleta biométrica: impressões digitais e, se necessário, reconhecimento facial. Para menores ou curatelados, a biometria do responsável legal será registrada.
- Confirme a atualização: após o registro, confira no aplicativo se a biometria consta como atualizada. Documentação complementar pode ser solicitada e enviada em PDF.
Caso o cidadão ignore a necessidade de cadastramento biométrico após ser notificado, o benefício poderá ser suspenso até a regularização. O valor não é perdido, mas o bloqueio causa impacto financeiro imediato e riscos de atrasos.
Para menores ou pessoas sob curatela, é essencial que o responsável regularize a biometria para evitar interrupções no benefício.