O ano de 2026 marca um ponto de virada significativo para o mercado de trabalho brasileiro, consolidando mudanças que prometem equilibrar a produtividade econômica com o bem-estar social.
Entre as atualizações mais aguardadas, destacam-se novos direitos e obrigações que impactam diretamente o bolso e o cotidiano de milhões de brasileiros.
Neste cenário de transformações, quatro pilares fundamentais ganham os holofotes: o novo valor do salário mínimo, a intensa mobilização política pelo fim da escala 6×1, as novas regras para o trabalho em domingos e feriados e a implementação definitiva da NR-1 voltada à saúde mental.
Entender essas mudanças não é apenas uma necessidade para o setor de RH, mas um direito essencial para todo trabalhador que deseja navegar com segurança pelas novas diretrizes trabalhistas deste ano.
4 mudanças em 2026 aos trabalhadores
1. O fim da era 6×1 e a jornada reduzida
A PEC 148 propõe uma transição escalonada: no primeiro ano após a aprovação, a carga horária cai de 44h para 40h semanais.
Nos três anos seguintes, perde-se uma hora por ano, até atingir o patamar de 36h semanais. A proposta também blinda os fins de semana, sugerindo dois dias de descanso remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos.
2. Domingos e feriados sob nova regra
Desde julho de 2025, a Portaria 3.665/2023 alterou a dinâmica do comércio (supermercados, farmácias e lojistas).
Agora, o trabalho em feriados e domingos não é mais uma decisão unilateral da empresa: depende obrigatoriamente de previsão em convenção coletiva, dando aos sindicatos maior poder de barganha por folgas ou adicionais.
3. Saúde mental como norma obrigatória
A partir de maio de 2026, entra em vigor a atualização da NR 1. As empresas serão obrigadas a incluir “riscos psicossociais” em seus programas de gerenciamento. Burnout, estresse crônico e metas abusivas passam a ser tratados como riscos ocupacionais, sujeitando empresas negligentes a multas pesadas.
4. Salário Mínimo de R$ 1.621
Confirmado pelo Ministério do Planejamento, o novo piso nacional entra em vigor este mês com um reajuste de 6,79%. O valor representa um ganho real (acima da inflação) de aproximadamente 2,5%.
O impacto é em cadeia: seguro-desemprego, abono salarial e benefícios do INSS também sobem, injetando recursos na economia.
Conclusão
O que o trabalhador deve fazer agora? Especialistas em Direito do Trabalho recomendam cautela e vigilância.
É essencial que o cidadão acompanhe a tramitação da PEC 148 no plenário do Senado, fiscalizar o extrato do FGTS mensalmente pelo aplicativo e, principalmente, observar o ambiente interno das empresas quanto às novas regras de saúde mental.