Domingo, 6 de setembro de 2026

Auxílio emergencial será prorrogado por dois ou quatro meses?

Daiane Souza
Escrito porDaiane Souza
Publicado em
5 min de leitura
Auxílio emergencial será prorrogado por dois ou quatro meses?
Saque do auxílio emergencial

O ministro da Economia, Paulo Guedes, havia informado que pretendia aumentar o prazo de recebimento para o auxílio emergencial. Entretanto, isso iria depender exclusivamente do andamento das vacinações.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também defende que haja prorrogação.

Atualmente, o Brasil está enfrentando a marca histórica de quase meio milhão de vítimas perdidas pelo vírus e mais de 17 milhões de casos. Enquanto isso, apenas 23,5% da população foi vacinada. Valor este que se aproxima da faixa de 50 milhões.

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Mas, isso ainda não é suficiente. Pesquisas já mostram que a recuperação econômica somente será possível quando toda, ou boa parte, da população ser vacinada.

CPI da Covid-19 e as vacinações

Ontem (08), houve as interrogações da CPI da Covid-19. O interrogado era Marcelo Queiroga e ele foi questionado, pelo senador Otto, sobre as formas como as vacinas estavam sendo aplicadas nos brasileiros.

O senador disse que o ministro não leu a bula e está fazendo o oposto do que é recomendado. Argumentou que o tempo de espera para a segunda dose da Pfizer é de 21 dias e não de 12, como se Queiroga tivesse diminuindo para aumentar o número de vacinados mais rápido.

O ministro da Saúde admitiu que não leu a bula e foi chamado de irresponsável porque isso era o "mínimo" a se fazer.

Otto o ensinou a ler a bula da vacina e disse que, pela omissão do governo, uma gestante morreu e que na própria bula dizia que não podia vacinar a gestante.

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Queiroga também foi questionado sobre os motivos de inflar os números de vacinações no Brasil enquanto diz que iriam vacinar mais de um milhão de pessoas por dia sendo que o número é bem menor.

Copa da América e auxílio emergencial

Durante a CPI, o ministro também foi questionado sobre o porquê de responderem o email para a Copa da América tão rápido enquanto para o auxílio emergencial e as vacinações, demoraram meses para tomar uma decisão.

O ministro argumentou que não existe comprovação científica de que a ida aos estádios pode aumentar os casos da Covid-19 no Brasil e que isso é totalmente seguro.

Atualmente, se pensa em prorrogar o auxílio emergencial justamente devido ao aumento de casos pela falta de vacinações. Entretanto, há certos conflitos sobre quanto tempo ele deve ser prorrogado.

Existem projetos que desejam que o benefício seja prorrogado até dezembro e o valor seja aumentado para R$ 500. Entretanto, há poucas possibilidades de que isso realmente possa acontecer.

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De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o auxílio emergencial pode ser prorrogado até o mês de setembro.

Segundo o Globo e o jornalista que escreve para o portal, reuniões deveriam ser realizadas na tarde de ontem (08), para discutir sobre o assunto.

Auxílio emergencial e a volta dos apoios do presidente

O presidente Bolsonaro, que sempre disse durante o ano de 2020 que o auxílio emergencial não deveria ser visto como uma aposentadoria, afirmou que iria prorrogar os recebimentos para 6 parcelas ou mais.

O atual valor do auxílio emergencial é menor que aquele recebido em 2020 (R$ 600 e de R$ 300). Neste ano, ele depende exclusivamente da estrutura de cada grupo familiar que pode variar de R$ 150 até R$ 375.

O teto máximo, assim como no ano passado que pagava R$ 1200, serve para as mulheres responsáveis pelo sustento da casa.

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Em 2011, em entrevistas, Bolsonaro havia dito que o Bolsa Família foi criado como forma de manobra pelo Partido dos Trabalhadores. No entanto, agora que as taxas de rejeição estão no ápice entre as zonas pobres do país, o mesmo deseja aumentar em 50% do valor.

Além do auxílio emergencial e do Bolsa Família, também há o adiantamento do décimo terceiro pelos aposentados que, segundo o governo, pode estimular a economia.

Volta do auxílio emergencial de R$ 600

No último dia 29 de maio, aconteceram uma série de protestos contra o presidente Jair Bolsonaro. Os grupos de esquerda pediam a volta do benefício no mesmo valor do ano passado e argumentam que deveria ser fornecido até que todos fossem vacinados.

Os atos se espalharam por mais de 200 cidades e devem voltar a acontecer no dia 19 de junho, uma semana depois do dia dos namorados, que acontece no próximo sábado (12).

O Partido dos Trabalhadores, que está organizando o ato, argumenta que todos devem comparecer usando máscaras (e é necessário levar outras extras para garantir até o final do dia), uso de álcool em gel e o distanciamento de dois metros.

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Em algumas capitais brasileiras, o distanciamento de dois metros não foi respeitado e foi possível ver aglomerações.

Devido a PEC Emergencial que realiza uma série de cortes na saúde e na educação, as probabilidades que o auxílio emergencial de R$ 600 seja aprovado é pequena.

Eleições de 2022

Como já dito anteriormente, ainda não se sabe quanto tempo deve durar a prorrogação. Entretanto, o auxílio emergencial prorrogado junto ao aumento do Bolsa Família em 50% do valor estão sendo formas de recuperar o apoio político que foi perdido durante a atual crise sanitária que desencadeou 17 milhões de casos.

Apesar das medidas, a popularidade não está sendo positiva e cada dia mais o ex-presidente e petista Lula vem ganhando espaço nas redes sociais.

Ciro Gomes também começou a publicar vídeos em tons de pré campanha, quando chamou o presidente Bolsonaro de traidor e argumentou que o mesmo mentiu em sua campanha de 2018.

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Os ânimos estão tensos para as próximas eleições e, se for comprovado o crime de responsabilidade, Bolsonaro deve abrir espaço ainda maior para Ciro e Lula.

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