sexta-feira,
16 de janeiro de 2026

Brasil registra recorde de fraudes: Veja os 7 golpes mais aplicados em 2025

Os golpes digitais tiveram um aumento alarmante no Brasil. Saiba os mais comuns e como se prevenir

O cenário da segurança digital no Brasil atingiu um ponto crítico em 2025. Com a digitalização total dos serviços financeiros, o país encerrou o último ano com mais de 10 milhões de tentativas de fraudes, impulsionadas principalmente pelo uso de Inteligência Artificial (IA) e táticas de engenharia social. 

Segundo especialistas em cibersegurança, o prejuízo estimado às famílias brasileiras ultrapassou a casa dos bilhões, consolidando o crime digital como um dos maiores desafios da segurança pública atual. Para ter uma noção, somente os golpes via Pix somaram cerca de 28 milhões de casos.

Abaixo, detalhamos as sete modalidades de golpes que dominaram as delegacias e os canais de atendimento bancário ao longo do último ano:

1. Fraude com clonagem de voz

A maior novidade de 2025 foi o uso de IA para simular vozes e rostos de parentes em chamadas de vídeo ou áudios de WhatsApp. 

O criminoso não apenas pede dinheiro, mas utiliza uma versão sintética da voz da vítima para dar veracidade a situações de urgência, como acidentes ou sequestros simulados.

2. Golpe do “Pix por Engano” 2.0

Nesta modalidade, a vítima recebe um valor real em sua conta e, logo em seguida, alguém entra em contato desesperado pedindo a devolução para uma chave Pix diferente. 

O valor recebido, no entanto, é oriundo de outra fraude ou de contas invadidas. Ao “devolver”, a vítima acaba lavando o dinheiro para o criminoso e fica com o prejuízo quando o banco original estorna a transação fraudulenta.

3. A Invasão via “Mão Fantasma”

Através de links enviados por SMS ou e-mail sobre supostas multas ou problemas no CPF, a vítima instala um aplicativo de “suporte”. 

Esse software permite que o golpista visualize e controle a tela do celular à distância, realizando transferências bancárias enquanto o dono do aparelho observa a tela sem conseguir intervir.

4. Falso advogado e os precatórios

Monitorando diários oficiais, golpistas identificam pessoas que têm valores a receber na justiça. Eles entram em contato fingindo ser do escritório de advocacia responsável, solicitando o pagamento antecipado de “taxas de liberação” ou “custas de cartório” para que o dinheiro seja depositado.

5. Central de segurança fictícia

Os criminosos utilizam programas que mascaram o número de origem da chamada, fazendo com que o identificador de chamadas do celular mostre o número real do banco. 

O falso atendente convence a vítima de que sua conta sofreu uma invasão e a orienta a transferir seu saldo para uma “conta de segurança” temporária.

6. Lojas clones e anúncios patrocinados

O uso de anúncios em redes sociais que levam a sites idênticos aos de grandes redes varejistas cresceu exponencialmente. 

O consumidor é atraído por preços até 50% menores. Todavia, o site é apenas uma interface para capturar dados de cartão de crédito e pagamentos via Pix que nunca resultam em entrega.

7. Golpe do emprego e renda extra

Com o uso de plataformas de mensagens, golpistas oferecem vagas de trabalho remoto para “curtir vídeos” ou “avaliar produtos”. 

Para começar a trabalhar e receber as comissões, o golpista convence a vítima  a fazer pequenos depósitos em uma plataforma, que acaba bloqueando o acesso assim que os valores investidos se tornam altos.

Como se proteger de tantos golpes?

Autoridades recomendam o uso do Mecanismo Especial de Devolução (MED) em caso de Pix fraudulentos e alertam. Instituições financeiras nunca solicitam transferências para contas de terceiros ou instalação de aplicativos de acesso remoto. 

A prevenção em 2026 exige desconfiança redobrada com ofertas “boas demais” e checagem dupla de qualquer pedido de dinheiro via aplicativos de mensagem.

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Ana Lima
Ana Lima
Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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