sexta-feira,
6 de fevereiro de 2026

Saúde e segurança no trabalho: quais erros devem ser evitados

Patrões e empregados precisam estar unidos nesta empreitada. Entenda.

Você já deve ter ouvido falar em segurança e saúde no trabalho (SST). Mas você sabe da importância destas normas? São leis e normas que ditam quais procedimentos uma empresa deve seguir para evitar ou reduzir o número de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais sofridos por seus funcionários.

Ela é regulamentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho (DSST). 

Esse órgão é o encarregado de fiscalizar as condições de trabalho nas empresas, bem como de incentivar a criação de políticas públicas para esse fim.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) determina a obrigatoriedade das companhias sobre a aplicação de práticas relacionadas à SST. 

Acompanhe a leitura.

Quais são os erros mais comuns e precisam ser evitados?

Agora que você está ciente do que se trata e qual a importância das Normas de Segurança e Saúde no Trabalho, vamos listar os erros que mais ocorrem dentro de uma empresa e que devem ser evitados a todo custo.

Descumprir as legislações e negligenciar as NRs

Deixar de cumprir a legislação é um dos mais frequentes. Muitos empresários acreditam que nunca serão fiscalizados e negligenciam a segurança, fazendo vista grossa. 

Além de colocar em risco a saúde e a vida dos profissionais, a empresa fica passível a sofrer processos trabalhistas e indenizatórios, e também do pagamento de multas e diversas outras penalidades legais provenientes dos órgãos fiscalizadores.

Resultado: prejuízo que poderia ser evitado.

Exigir longas jornadas de trabalho

Respeitar a carga horária dos profissionais também é uma forma de promover segurança e saúde no trabalho. O motivo é que o cansaço físico e mental, proveniente de longas horas de trabalho, resulta em cansaço físico e mental que aumentam as chances de acidentes e até mesmo risco de vida.

Falta de diálogo com os funcionários

A comunicação é primordial em  qualquer relacionamento interpessoal. Assim também ocorre com a segurança e saúde no trabalho. É essencial saber como transmitir aos profissionais a importância desse cuidado para o seu dia a dia na empresa. 

Não utilização do uso de EPIs 

É muito importante que o empregador verifique se as orientações estão sendo colocadas em prática no dia a dia no que diz respeito à supervisão do uso dos EPIs (Equipamento de Proteção Individual).

São acessórios que os trabalhadores devem usar com o objetivo de protegê-los de riscos inerentes à atividade laboral desempenhada. Nesse grupo estão incluídos, por exemplo, óculos de proteção, protetores auriculares, capacetes, luvas, entre outros.

Porém, não basta que a empresa forneça os EPIs, é primordial fiscalizar se os funcionários estão utilizando esses recursos da forma e na frequência correta.

Não realizar os exames médicos ocupacionais

Os exames médicos ocupacionais são exigidos pela CLT, portanto, a sua não realização é uma forma de descumprimento das leis de segurança e saúde no trabalho.

Os obrigatórios pela legislação trabalhista são os:

  • exames admissionais: realizados antes da contratação do funcionário;
  • exames periódicos: realizados regularmente durante a sua permanência na empresa e de acordo com a função exercida;
  • exames demissionais: necessários no desligamento do profissional;
  • retorno ao trabalho: exames que devem ser realizados em casos de afastamento médico por período superior a 30 dias;
  • mudança de função: quando há mudança na atividade laboral e essa pode gerar novos riscos à saúde do colaborador.

Deixar de documentar as ações de SST

Esses exames que acabamos de citar servem como registro de que a empresa está efetivamente acompanhando a saúde dos seus colaboradores, além de estar atendendo ao determinado pelas legislações.

Mas além desses, há outros documentos e laudos relacionados à segurança e medicina do trabalho que devem ser emitidos e guardados. Essa conduta respalda a empresa em casos de fiscalizações trabalhistas.

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Ana Lima
Ana Lima
Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.

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