Quinta-feira, 1 de outubro de 2026

PEC do Auxílio é aprovada no Senado. O que acontece agora?

Aprovação da PEC do Auxílio no Senado Federal aconteceu de maneira mais folgada do que se esperava. Veja quais os próximos passos

Aécio de Paula
Escrito porAécio de Paula
Publicado em
2 min de leitura450 palavras
PEC do Auxílio é aprovada no Senado. O que acontece agora?
Foto: Reprodução

Na noite desta quarta-feira (7), o Senado Federal aprovou em dois turnos o texto da PEC da Transição. Este é o documento que estabelece a manutenção do valor do Auxílio Brasil na casa dos R$ 600 para o programa Auxílio Brasil, que a partir de janeiro de 2023 deve voltar a ser chamado de Bolsa Família.

Internamente, a avaliação da equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era de que o texto receberia o apoio de pouco mais de 50 senadores. No final das contas, a PEC foi aprovada por 64 votos em cada um dos turnos. Para ser aprovado, o relatório precisava do apoio de 49 parlamentares da casa.

O texto final libera R$ 145 bilhões dentro do teto de gastos públicos para uso do governo eleito a partir de 2023. Este montante se junta com os R$ 105 bilhões que já estavam programados para os pagamentos do Auxílio Brasil. Ainda há um montante de R$ 23 bilhões que poderá ser usado em obras públicas.

Anúncio

O texto da PEC também definiu que estas regras estabelecidas possuem uma validade de dois anos. Este é um período menor do que o pedido pela equipe de Lula, que queria o texto em quatro anos. De todo modo, o prazo final foi maior do que os aliados de Bolsonaro queriam. Eles faziam a conta de um ano.

Em caso de aprovação, o texto em questão garante que os usuários do programa Auxílio Brasil do Governo Federal deverão seguir recebendo o benefício na casa dos R$ 600 ao menos até o final do ano de 2024. Além disso, o documento também prevê espaço no orçamento para a criação de uma auxílio de R$ 150 por filhos menores de seis anos de idade.

Próximos passos da PEC

A aprovação da PEC da Transição no Senado Federal foi apenas o primeiro passo para a confirmação destas propostas. O documento ainda precisa passar pelo crivo da Câmara Dos Deputados, onde a discussão deve começar apenas na próxima semana.

Para ser aprovado na Câmara, o texto também precisa contar com o apoio de 3/5 dos parlamentares da casa. Ainda não é possível cravar se o presidente eleito terá todos estes votos para votação.

Caso a Câmara aprove o documento com algumas mudanças em relação ao texto que chegou do Senado, a PEC terá que voltar para análise dos senadores mais uma vez. Este movimento poderia atrasar ainda mais a tramitação do projeto.

Anúncio

Por outro lado, se a Câmara aprovar o texto que veio do Senado sem realizar nenhum tipo de mudança, o texto poderá ser promulgado pelo próprio Congresso Nacional. Neste caso, o documento não precisará de sanção por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Compartilhe: