O Governo Federal consolidou, neste mês de abril, a transição definitiva do antigo Auxílio Gás para o novo programa Gás do Povo. A mudança marca uma virada na estratégia de assistência social: sai o repasse de dinheiro em conta e entra a entrega direta do botijão de 13kg.
A expectativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social é que a medida alcance mais de 15 milhões de famílias — aproximadamente 50 milhões de pessoas — garantindo o que o governo chama de “dignidade energética” para a população de baixa renda.
Nova dinâmica de consumo
A principal alteração do programa é o fim do depósito em espécie. Na prática, o beneficiário agora recebe um voucher ou autorização eletrônica que assegura a recarga gratuita do GLP em revendas credenciadas.
Segundo o governo, a alteração visa garantir que o recurso tenha uso exclusivo para o cozimento de alimentos, evitando que a verba tenha desvio para outras despesas domésticas urgentes.
Além do alívio financeiro, o programa busca reduzir o uso de lenha e outros combustíveis improvisados, que trazem riscos à saúde respiratória e ao meio ambiente.
Regras de acesso e prazos de utilização
Para ter direito ao botijão gratuito, as famílias devem estar com os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico) há pelo menos 24 meses, possuir renda per capita de até meio salário mínimo e manter o CPF do responsável familiar regularizado. A seleção é automática, dispensando novas inscrições.
Um ponto de atenção para os beneficiários são os prazos de validade do auxílio, que variam conforme o tamanho da família e a data de entrada no programa.
Famílias com quatro pessoas ou mais que ingressaram em fevereiro, por exemplo, têm até o dia 30 de abril para realizar a recarga. Já para aqueles que entraram em março e possuem núcleos menores (duas ou três pessoas), o prazo se estende até o final de junho.
Como realizar a retirada nas revendas
O processo de retirada foi desenhado para ser simplificado, permitindo que o cidadão utilize o cartão do Bolsa Família (com chip), o cartão de débito da Caixa Econômica Federal ou apenas o CPF, mediante um código de validação enviado via celular.
O cronograma prevê a distribuição de quatro a seis botijões por ano para cada família, dependendo do número de integrantes, assegurando o abastecimento regular ao longo de 2026.