O sonho de abrir o próprio negócio ou expandir uma atividade autônoma ganhou um fôlego extra em 2026. O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e em parceria com a Caixa Econômica Federal, consolidou o programa de microcrédito direcionado exclusivamente aos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico).
Com valores que variam de R$ 500 a R$ 21 mil, a linha de crédito surge como uma alternativa viável para quem historicamente encontra portas fechadas no sistema bancário tradicional.
Crédito contra a vulnerabilidade
Diferente dos empréstimos convencionais, o microcrédito do CadÚnico é uma modalidade de crédito orientado. Isso significa que o recurso não é destinado ao consumo pessoal, mas sim ao investimento produtivo.
O foco são brasileiros em situação de vulnerabilidade que possuem uma ideia de negócio ou já atuam na informalidade, mas carecem de garantias reais ou histórico de crédito para obter financiamento.
O programa atende tanto pessoas físicas que trabalham por conta própria quanto Microempreendedores Individuais (MEI) que desejam modernizar seus equipamentos ou adquirir insumos. A ideia central é que o crédito funcione como uma alavanca para tirar famílias da dependência de auxílios e inseri-las na economia ativa.
Quem tem direito e quais os valores
O requisito fundamental para acessar o benefício em 2026 é estar com o cadastro no CadÚnico ativo e devidamente atualizado. A análise da Caixa não leva em conta apenas o CPF do solicitante, mas também a capacidade de pagamento e o potencial do empreendimento proposto.
Os valores são liberados de forma progressiva. Empréstimos menores, próximos a R$ 500, são ideais para pequenos revendedores e prestadores de serviços iniciantes. Já o teto de R$ 21 mil é destinado a negócios que já apresentam maior fôlego e precisam de investimentos estruturais.
As taxas e prazos são ajustados para garantir que as parcelas caibam no orçamento familiar sem gerar superendividamento.
Como solicitar o crédito
O processo de solicitação é desburocratizado, mas exige organização. O primeiro passo do interessado deve ser a conferência dos seus dados no CadÚnico — qualquer inconsistência pode travar a análise bancária.
Com a situação regularizada, o cidadão pode procurar uma agência da Caixa, utilizar os canais digitais do banco ou buscar orientação técnica nas unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
No ato da solicitação, é necessário apresentar um documento oficial com foto, CPF, comprovante de residência e o comprovante de inscrição no cadastro social. Em certas situações, o banco pode solicitar evidências da atividade produtiva, como fotos do local de trabalho, notas de insumos ou histórico de vendas.
Responsabilidade financeira
Apesar das facilidades, especialistas e o próprio Ministério alertam para a importância do uso consciente. Por se tratar de um empréstimo que precisa ser devolvido com juros, o tomador do crédito deve ter um plano claro de como o dinheiro será aplicado.
A recomendação é ler atentamente todas as cláusulas contratuais antes da assinatura e focar o uso do capital exclusivamente na geração de renda, garantindo que o negócio prospere e as parcelas sejam quitadas sem comprometer a subsistência da família.