Ciro Nogueira dá opinião surpreendente sobre salário mínimo

Ministro de Bolsonaro, Ciro Nogueira surpreendeu até mesmo uma ala do PT depois de nova declaração sobre a proposta de aumento do salário mínimo
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O governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá enviar nesta quarta-feira (16), a sua Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso Nacional. Este é o documento que vai propor a manutenção do valor do Auxílio Brasil na casa dos R$ 600, além do aumento real do salário mínimo para 2023.

Em declaração nesta semana, o Ministro-Chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP-PI), surpreendeu ao dizer que concorda com a ideia e que o seu partido não deverá barrar os planos. Assim, é provável que o PP vote junto com o governo eleito na ideia de manter o Auxílio Brasil de R$ 600 e pagar um aumento real do salário mínimo.

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Nos últimos dias, informações de bastidores já indicavam que este movimento aconteceria basicamente por dois motivos. O primeiro é que estas propostas são populares, e mesmo que a eleição já tenha passado, não seria uma boa sinalização votar contra projetos que devem transferir dinheiro para a população.

O segundo motivo é que a manutenção do valor do Auxílio e o aumento real do salário mínimo não eram apenas promessas de Lula. Durante a campanha presidencial, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) também garantiu que cumpriria estas duas indicações caso conseguisse se reeleger.

De todo modo, é importante lembrar que Nogueira deu algumas condições para conseguir aprovar o texto da PEC. Ele disse que não concorda com a ideia de retirar os gastos com o Auxílio Brasil pelos próximos quatro anos. O Ministro argumentou que a atual legislatura não poderia fazer este tipo de movimento.

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Declaração de Ciro Nogueira sobre a PEC do salário

“A PEC da Transição, como o próprio nome diz, é para a TRANSIÇÃO. Deve garantir somente os pontos comuns das duas candidaturas: 600 reais de auxílio e aumento real do salário mínimo em 2023”, disse ele.

“TODOS os outros temas da agenda do novo governo merecem ser, primeiro, conhecidos, assim como sua política econômica. E, depois, discutidos com a legitimidade do novo Congresso”, seguiu.

“Todos os parlamentares que compõem a base do atual governo e apoiam uma agenda econômica diametralmente oposta à que foi eleita e ainda é desconhecida nos detalhes têm o direito de se posicionar livremente”, seguiu o Ministro.

“O posicionamento que defenderei no Progressistas é o de aprovar uma PEC, sim, mas para a transição, para garantir estabilidade para o primeiro ano do governo”, disse ele.

“O Congresso atual, que sai, não pode cassar a prerrogativa do novo, que chega legitimado pelo povo nas urnas e ainda nem assumiu. Não pode chancelar decisões dos próximos quatro anos no apagar das luzes. A vontade popular tem de ser respeitada”, completou.

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