Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Governo estuda ampliar valores do Minha Casa, Minha Vida 2026

Conselho Curador do FGTS avaliará, no final de março, proposta do Ministério das Cidades que visa reajustar faixas de acesso

Ana Lima
Escrito porAna Lima
Publicado em
2 min de leitura415 palavras
Governo estuda ampliar valores do Minha Casa, Minha Vida 2026
Foto: Reprodução

O cenário da habitação popular no Brasil está prestes a passar por uma atualização significativa. O Ministério das Cidades encaminhou formalmente ao Conselho Curador do FGTS uma proposta que prevê a elevação dos tetos de renda e dos valores máximos dos imóveis enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

A medida, confirmada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), busca alinhar o programa à realidade inflacionária e ao custo da construção civil atual.

O programa, que utiliza recursos do FGTS e do Fundo Social (FS), é o principal pilar do governo para reduzir o déficit habitacional, oferecendo taxas de juros substancialmente inferiores às praticadas pelo mercado financeiro convencional.

Novas faixas de renda e limites

Anúncio

A reestruturação proposta visa ampliar o acesso às quatro faixas do programa. Confira as principais alterações em estudo:

CategoriaTeto de Renda AtualProposta de Novo TetoMudanças no Valor do Imóvel
Faixa 1R$ 2.850R$ 3.200Mantido conforme localização
Faixa 2R$ 4.700R$ 5.000Mantido conforme localização
Faixa 3R$ 8.600R$ 9.600Sobe de R$ 350 mil para R$ 400 mil
Faixa 4R$ 12.000R$ 13.000Sobe de R$ 500 mil para R$ 600 mil

Além das rendas, o valor máximo dos imóveis para as faixas iniciais também deve ser impactado pela densidade populacional das cidades.

Municípios com mais de 750 mil habitantes, por exemplo, podem ver o limite saltar de R$ 264 mil para R$ 275 mil. Já em cidades de médio porte (100 mil a 300 mil habitantes), o teto passaria de R$ 230 mil para R$ 245 mil.

Análise de Impacto e Próximos Passos

Apesar do otimismo do setor imobiliário, a proposta gerou debates internos. Segundo informações apuradas, o texto foi enviado ao grupo técnico do FGTS sem os cálculos detalhados sobre o impacto no orçamento do Fundo para 2026, que já havia sido aprovado em novembro do ano passado.

Anúncio

"O Conselho Curador deve decidir sobre a viabilidade financeira da proposta na reunião agendada para o final deste mês, considerando que qualquer alteração exige um remanejamento de recursos já provisionados", aponta o relatório técnico.

Regras de acesso e utilização do FGTS

Diferente de outros programas sociais, o MCMV não exige sorteios ou inscrições prévias. O interessado deve, primordialmente, não possuir outro imóvel ou financiamento habitacional ativo.

O processo inicia-se com a escolha de uma unidade residencial e a submissão a uma análise de crédito em instituições financeiras habilitadas — que hoje incluem, além da Caixa Econômica Federal, diversos bancos privados.

Uma vantagem estratégica para o trabalhador é a utilização do saldo do FGTS. Embora não seja obrigatório ter saldo para financiar, o montante depositado pode ser usado para abater o valor da entrada.

Além disso, o mecanismo do FGTS Futuro permite que depósitos futuros feitos pelo empregador sejam contabilizados para reduzir o valor das prestações mensais ou aumentar a capacidade de financiamento da família.

Anúncio
Compartilhe: