sábado,
3 de janeiro de 2026

Seguro-desemprego tem mudanças, confira

A proposta tem a intenção de manter o poder aquisitivo dos beneficiários, ajustando o auxílio à nova conjuntura econômica do país

O seguro-desemprego, que representa um dos principais apoios financeiros para os trabalhadores brasileiros, sofrerá alterações significativas em 2026.

As mudanças irão afetar diretamente o valor mínimo que é atribuído aos que são demitidos sem uma justificativa adequada, tendo como base o novo salário mínimo estabelecido pelo governo federal para o ano que vem.

A proposta tem a intenção de manter o poder aquisitivo dos beneficiários, ajustando o auxílio à nova conjuntura econômica do país.

Com a entrada de janeiro, o aumento do salário mínimo também terá uma influência no cálculo das parcelas do seguro-desemprego, que será pago de acordo com as novas diretrizes definidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Mudanças no seguro-desemprego a partir de 2026

O ajuste no seguro-desemprego fica atrelado à modificação do salário mínimo nacional.

Para 2026, o governo determinou um novo valor de R$ 1.621, que representa um acréscimo de R$ 103 se comparado ao atual valor de R$ 1.518.

Isso implica que nenhum trabalhador receberá um valor inferior a esse novo patamar, mesmo que o cálculo pessoal resulte em um montante menor.

Essa nova norma será aplicada a todos os pagamentos feitos a partir de fevereiro de 2026. O Ministério do Trabalho já atualizou a tabela de cálculo, garantindo que o benefício siga o reajuste oficial.

Em 2025, os valores das parcelas variaram entre R$ 1.528 e R$ 2.424,11, e com a alteração no piso, haverá uma nova base para os pagamentos.

O seguro-desemprego é concedido em três a cinco parcelas mensais, e o número de parcelas depende do tempo de serviço e das solicitações feitas anteriormente.

O valor é determinado pela média dos salários recebidos nos últimos meses antes da demissão, conforme critérios estabelecidos pelo governo.

Este benefício é crucial para proporcionar suporte financeiro àqueles que perderam o emprego, permitindo um período para a recolocação no mercado.

Além disso, o seguro-desemprego auxilia na manutenção do consumo essencial das famílias, servindo como um tipo de proteção em momentos de instabilidade econômica.

Quem pode receber e como fazer o pedido

O seguro-desemprego é voltado para os trabalhadores que foram demitidos sem justa causa e que possuíam um emprego formal. Também têm direito ao benefício:

  • Empregados domésticos que foram demitidos;
  • Pescadores artesanais durante o período de defeso (quando a pesca é temporariamente proibida para a preservação ambiental);
  • Indivíduos que foram libertados de trabalhos em condições análogas à escravidão;
  • Trabalhadores cujo contrato foi suspenso devido à participação em cursos de qualificação profissional.

Para a primeira solicitação, é necessário ter trabalhado pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses. Para pedidos subsequentes, o período exigido é reduzido. Essa regra visa equilibrar o acesso ao benefício de acordo com a regularidade do vínculo de emprego.

O processo de solicitação é descomplicado e pode ser realizado online pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou no portal Gov.br. Aqueles que preferem uma abordagem presencial podem fazer o pedido em unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine).

No momento da solicitação, o trabalhador deve apresentar:

  • Um documento oficial de identificação;
  • O Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho;
  • O Requerimento do Seguro-Desemprego que deve ser fornecido pelo empregador.

Após a solicitação, o benefício será disponibilizado em um prazo de até 30 dias, desde que as informações estejam corretas. O pagamento é realizado diretamente na conta bancária do trabalhador ou pode ser retirado nas agências da Caixa Econômica Federal.

Em 2026, o valor mínimo das parcelas será de R$ 1.621, seguindo o novo salário mínimo, enquanto o limite máximo do benefício continuará a ser ajustado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

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Thais Rodrigues
Thais Rodrigues
Formada em Jornalismo desde 2009 pela Unicsul e também pós-graduada em Jornalismo Esportivo pelo Centro Universitário FMU. Atualmente trabalhando nas áreas de redação, marketing e assessoria de imprensa.

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