Lula tem 54% entre quem recebe o Auxílio Brasil, diz pesquisa

O ex-presidente Lula (PT) ainda conta com uma grande vantagem na primeira colocação nas estimativas de intenção de voto entre os usuários do programa Auxílio Brasil. Ao menos é o que indica a nova pesquisa Quaest divulgada nas primeiras horas da madrugada desta quarta-feira (21), e que ainda repercutem durante o dia.

Segundo os dados da pesquisa, Lula conta com 54% das intenções de voto quando se considera apenas o grupo das pessoas que recebe o dinheiro do Auxílio Brasil. Ao mesmo tempo, Bolsonaro é o preferido de 29% dos beneficiários do projeto. Toda a terceira via soma 9% das intenções de voto neste público.

Quando se considera apenas o grupo de pessoas que não recebem o Auxílio Brasil, o cenário é menos favorável para o ex-presidente. Por este prima, ele soma 40% dos votos, contra 37% de Bolsonaro e 13% do somatório dos candidatos mais deslocados da disputa principal.

De todo modo, o petista oscilou dois pontos para cima em relação ao levantamento da última semana.

Segundo analistas, o cenário que se vê nos dois grupos é de uma grande estabilidade, o que pode ser uma notícia ruim para Bolsonaro. Embora negue interesse eleitoral no aumento do Auxílio, o fato é que o atual presidente cita o benefício de maneira recorrente em sua campanha eleitoral. Até agora, não se percebe um resultado robusto nesta área.

Vale lembrar que o resultado da Quaest não destoa do que se registra até aqui na maioria das pesquisas presidenciais. Institutos como Datafolha, Ipec e Ipespe, por exemplo, também indicam que o Lula tem uma grande vantagem quando se considera os votos apenas dos usuários do Auxílio Brasil.

Além do Auxílio Brasil

Na pequisa geral, quando se considera o universo de todo o eleitorado, o que se vê também é um cenário de estabilidade. De todo modo, o ex-presidente Lula oscilou dois pontos para cima e agora tem 44%. Bolsonaro se manteve parado nos 34%.

“A diferença vinha caindo. Era de 22 pontos em janeiro, passou para 14 em julho e chegou a 8 na semana passada. Essa oscilação positiva de Lula para 44% e a estabilidade de Bolsonaro (34%) revelam um quadro bem negativo para o presidente”, disse o analista Felipe Nunes, da Quaest.

“O apoio de líderes evangélicos que fez Bolsonaro crescer significativamente, parou de gerar efeito, interrompendo a conquista de votos entre evangélicos antes de alcançar a marca dos 80% desejados pela equipe de campanha à reeleição”, seguiu ele.

“A virada esperada pelo governo no Sudeste também não veio. Bolsonaro tem 38% dos votos do Sudeste, ou seja, aproximadamente 43% dos votos válidos – 10 pontos percentuais a menos do que ele obteve em 2018″, completou ele.

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