Bolsonaro cita números do Auxílio em discurso na ONU

Na manhã da última terça-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro (PL) abriu a Assembleia Geral da ONU com um discurso voltado ao público interno. Entre outros pontos, o candidato que busca a reeleição voltou a falar sobre a questão do Auxílio Emergencial e do atendimento aos mais pobres durante a pandemia.

“Como tantos outros países, concentramos nossa atenção, desde a primeira hora, em garantir um auxílio financeiro emergencial aos mais necessitados. O nosso objetivo foi proteger a renda das famílias para que elas conseguissem enfrentar as dificuldades econômicas decorrentes da pandemia”, disse o presidente.

“Beneficiamos mais de 68 milhões de pessoas, o equivalente a 1/3 da nossa população”, completou ele. Os dados citados por Bolsonaro no discurso estão corretos. De acordo com informações do Ministério da Cidadania, 68,2 milhões de brasileiros conseguiram receber ao menos uma parcela do Auxílio Emergencial em 2020.

Contudo, também é verdade que os números caíram no decorrer dos meses seguintes. Já a partir de setembro de 202o, a quantidade de atendidos pelo programa caiu para cerca de 50 milhões, e voltou a cair em 2021, quando a partir de abril o Governo atendeu pouco mais de 38 milhões de brasileiros.

Oficialmente, o Auxílio Emergencial do Governo Federal não existe mais. O atual Auxílio Brasil faz pagamentos para pouco mais de 20,65 milhões de brasileiros, considerando os dados mais recentes do Ministério da Cidadania. O número é notadamente menor do que aqueles registrados em 2020.

Pandemia arrefece

Seja como for, também é importante frisar que a queda no número de pessoas de usuários no programa social acontece também em momento em que a pandemia do coronavírus dá sinais de melhora. A quantidade de mortes e internações diárias caiu.

Além disso, também é preciso se considerar a questão da queda do desemprego. Nos últimos meses, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o Brasil vai recuperando seus empregos, mesmo que de forma lenta.

O discurso

Além da questão do Auxílio, o presidente Jair Bolsonaro citou ainda outros pontos em seu discurso:

  •  economia

“No terreno da economia, o Brasil traz a autoridade de um país que, em nome de um crescimento sustentável e inclusivo, vem implementando reformas para a atração de investimentos e melhoria das condições de vida de sua população”.

  • corrupção

“No meu governo, extirpamos a corrupção sistêmica que existia no país. Somente entre o período de 2003 e 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil, o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político em e desvios chegou a casa dos US$ 170 bilhões de dólares”.

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